Agricultura açoriana precisa de “política de planeamento”
Publicado em 14 de Janeiro, 2016

O deputado do PSD/Açores à Assembleia da República, António Ventura, denunciou a ausência de “uma política de planeamento” para a agricultura açoriana, alegando que a secretaria regional que tutela o setor limita-se a distribuir os fundos comunitários.

“A secretaria regional da Agricultura não é mais do que uma instituição que distribui os apoios de Bruxelas. Falta fazer todo o trabalho de casa. Por exemplo, não se conhece qual o grau da dependência alimentar externa, a formação dos preços, quanto custa um litro de leite, um quilo de carne, ou as contas de cultura, não se acompanha os mercados, não se faz conhecimento prospetivo. Ou seja, não se tem uma política de planeamento”, disse o deputado social-democrata António Ventura, durante o debate sobre uma proposta de lei do parlamento dos Açores que visa criar um regime contributivo da agricultura familiar para a segurança social.

O parlamentar social-democrata salientou que o partido “ tem vindo a apresentar iniciativas para alterar esta situação e o PS, na mesma medida, tem vindo a rejeitar estas propostas, porque quer que na Região se governe sem que os produtores e as suas associações tenham o conhecimento necessário para exigir, reivindicar e propor”.

António Ventura deu como exemplo a proposta do PSD/Açores de criação de um Observatório dos Preços para o setor agrícola, que “por três vezes o PS chumbou porque diz que vai fazer uma coisa parecida”.

“Em 2004, o PS anunciou a criação do Centro de Leite e Lacticínios. Foi anunciado pelo atual presidente do governo e na altura secretário da Agricultura. E era presidente do governo Carlos César. Porém, passados 12 anos não existe”, lembrou.

O deputado social-democrata açoriano acrescentou que “isto é típico do PS quando governa, quer seja nos Açores, quer seja o Continente, pois a estratégia é sempre algo que fica ausente”.

“[Os socialistas] fazem sempre o mais fácil, vivem para o imediatismo, criam facilitismo e atiram dinheiro aos problemas, sem pensar no amanhã”, afirmou António Ventura.