Coerência – Opinião de Hermano Aguiar
Publicado em 02 de Novembro, 2015

Passos Coelho podia aceitar 90% do programa do PS e, mesmo assim, Costa e César nunca chegariam a um acordo com a Coligação PSD/PP. Porque o que querem é ocupar a cadeira do poder.

Não estamos perante uma mera jogada política de políticos. É uma questão de princípios, de políticas e de modo de vivência em comunidade.

O PCP não mudou de ideias nem de princípios. Os comunistas não deixaram de defender “a ditadura do proletariado”, a “saída da União Europeia”, a nacionalização da banca e da comunicação social. O PCP continua a ser coerente.

O BE deixou de defender a saída do euro, o não pagamento da divida publica, o encerramento da Base das Lajes? Não.

A coerência, pelo que parece, continua a ser uma marca da esquerda trotskista e marxista.

O PS de Costa e César é que “venderam a alma ao diabo”, em troca do poder a qualquer custo.

E nos Açores? Que orientação vai Vasco Cordeiro dar aos deputados do PS Açores na Assembleia da República, quando for votada a rejeição do governo da Coligação?

Vai Cordeiro ser coerente com as suas declarações públicas de apoio à formação de um governo pelos partidos que ganharam as eleições? Ou vai seguir as orientações de César?