O grupo parlamentar do PSD/Açores destacou hoje “o forte investimento da Lotaçor para 2026”, com cerca de 20 milhões de euros “destinados à compra de novos equipamentos e a melhoramentos das suas instalações nas nove ilhas”.
Isso mesmo referiu o vice-presidente da bancada social-democrata, Paulo Gomes, após uma reunião com o presidente da Federação das Pescas dos Açores, destacando o papel da Lotaçor que, “em termos de investimentos, no âmbito do PRR, já lançou concursos para a compra de nove gruas de descarga e quatro gruas de coluna, com o intuito de servir melhor todo o setor e o pescador”.
“Além disso, e por via do Programa MAR 2030, a empresa terá cerca de 20 milhões de euros para a compra de novos equipamentos, como máquinas de gelo e camiões de recolha, procedendo a melhoramentos das suas instalações nas nove ilhas”, adiantou o social-democrata.
Paulo Gomes lembrou “a implementação de várias aplicações móveis para facilitar a vida dos pescadores, que permitem agilizar a utilização das gruas e o fornecimento de gelo, com fácil utilização, por telemóvel ou computador. São ganho para o pescador e facilitam a gestão da empresa”, considerou.
O deputado sublinhou igualmente “a boa prestação do setor das Pescas em 2025, um ano em que foram descarregadas quase 13 mil toneladas de pescado nas lotas dos Açores, significando mais 35% face a 2024, e em que se atingiram perto de 47 milhões de euros de faturação”.
A quota do goraz foi outro dos assuntos tratados, com o parlamentar a mostrar “satisfação” face “por serem as associações a poder gerir a cota atribuída, definindo a sua distribuição daquela espécie”.
“Umas associações optaram pela distribuição por embarcação, outras decidiram não pescar o peixão, para não prejudicar a quota do goraz, ou a proibição de pescar em determinados períodos temporais”, reforçando que “são as associações que têm a responsabilidade da gestão, pelo que não podem culpar o governo quando a quota acabar, como já aconteceu”, alertou Paulo Gomes.
Já o deputado Carlos Freitas sublinhou “o momento histórico que foi a criação do parque Marinho dos Açores, que têm agora 30% do seu mar protegido e 15% em regime de proteção total, antecipando em 5 anos as metas internacionais definidas pela ONU e pela União Europeia”.
“Foi um passo decisivo na conciliação entre a proteção do Oceano e a sustentabilidade da Pesca, e a prova disso é a recente distinção internacional do presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, por uma das mais prestigiadas convenções mundiais na área da conservação dos Oceanos, o que a todos deve orgulhar”, referiu.
“Falamos de cerca de cinco anos de trabalho científico rigoroso e extremamente exigente, com participação pública, de todo o setor das pescas, autoridades governamentais e organizações ambientais, que encerrou um forte compromisso político”, atalhou o parlamentar.
O deputado do PSD/Açores não esqueceu “as possíveis perdas de rendimento com a implementação desta nova realidade, acauteladas pelo Ministério do Ambiente, que se comprometeu a compensar o setor com 10 milhões de euros, através do Fundo Ambiental, uma verba a transferir num período de três anos, com 2,5 milhões de euros já concedidos em 2026”, concluiu Carlos Freitas.

