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O Eurodeputado do PSD Paulo do Nascimento Cabral alertou, esta semana, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para o facto de “as Regiões Ultraperiféricas dos Açores e da Madeira dependerem dos transportes aéreos e marítimos para a sua própria sobrevivência”.

A intervenção ocorreu durante o debate relativo à criação de uma indústria europeia de combustíveis sustentáveis para a aviação e o transporte marítimo. No plenário, Paulo do Nascimento Cabral sublinhou que, “não obstante, representarem um valor residual nas emissões, têm de cumprir com regras aqui definidas, como é o caso do ETS (comércio de licenças de carbono), que tem levado a dois impactos principais: o primeiro, a diminuição das acessibilidades para estas duas regiões, – e tivemos a notícia recente do abandono da Ryanair das rotas para os Açores exatamente por causa do aumento dos custos motivados pelo ETS; e, segundo, o aumento dos custos dos transportes aéreos e marítimos, que se reflete no custo dos alimentos nas prateleiras dos supermercados”.

Paulo do Nascimento Cabral lamentou que “no fundo, quem paga esta transição são os açorianos e os madeirenses que veem o preço dos alimentos aumentar, bem como o seu custo de vida e mais dificuldades no dia a dia”, concluindo que “é por isso que não podemos deixar ninguém para trás e precisamos de um sistema robusto de apoio a estas duas regiões para que a transição seja efetivamente justa”.

Ao encerrar a sua intervenção, o Eurodeputado do PSD manifestou concordância com o princípio de que “o processo de descarbonização dos transportes aéreos e marítimos é um processo essencial”, ainda que ressalvando que tal esforço “deve ser global, e não apenas um compromisso europeu”, defendendo, neste contexto, que é “preciso ter em conta o acesso aos combustíveis sustentáveis, e também o impacto real destas medidas e o seu custo-benefício”, que manifestamente é demasiado pesado.