PSD/Açores trabalha em propostas de alteração ao Orçamento para atender ao HDES

O líder parlamentar do PSD/Açores anunciou hoje que os partidos que suportam o Governo Regional estão a trabalhar em propostas de alteração ao Orçamento para 2024, com o objetivo de “apresentar soluções que respondam à emergência provocada pelo incêndio no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES)”.

Falando na abertura das jornadas parlamentares do PSD, CDS-PP e PPM de preparação para o debate do Orçamento da Região para 2024, João Bruto da Costa garantiu que os partidos da Coligação estão a “trabalhar arduamente, ao lado do Governo Regional, para apresentar propostas de alteração que sirvam para encontrar as soluções que permitam uma resposta cabal, efetiva e duradoura face a esta emergência que se abateu sobre a nossa Região”.

O líder da bancada do PSD/Açores lembrou que “esta discussão do Plano e Orçamento surge depois de uma calamidade pública”, pelo que o momento atual deve ser “um tempo de solidariedade e consensos” atendendo à situação ocorrida no HDES.

“Este é um momento crítico para o Serviço Regional de Saúde, que exige responsabilidade, maturidade e solidariedade dos decisores políticos”, referiu, assinalando que o PSD, CDS-PP e PPM estão “mais empenhados em encontrar soluções do que em estar todos os dias a dar palpites, a ouvir rumores ou a fazer eco de alguns especialistas de ocasião”.

“Este não é o tempo para essas atitudes”, avançou, recordando que, quando os Açores enfrentaram momentos de calamidade, “o PSD, então na Oposição, esteve sempre ao lado do Governo”.

“Assim aconteceu durante a pandemia da COVID-19 e aquando do Furacão Lorenzo, isto só para citar os exemplos mais recentes”.

João Bruto da Costa repudiou a “ansiedade de protagonismo daqueles que usam as situações de emergência e calamidade para se promoverem”, como se viu “nas recentes declarações do PS e do BE”.

“O Partido Socialista, que, depois da intenção demonstrada de votar contra o Orçamento, veio agora, com arrogância, dizer que talvez vote a favor, mas tem de ser como o PS quer”, lembrou, lamentando uma “manifesta falta de solidariedade” para com os açorianos.

“Essa falta de solidariedade tem-se visto nas chamadas do Governo às Comissões [por causa do HDES], nos pedidos de relatórios ainda antes de estarem prontos ou nas visitas a outros hospitais”, elencou, acusando o PS e o BE “porque ainda não fizeram outra coisa senão tentarem ser os protagonistas do que está a acontecer”, quando “estas situações nunca devem ser usadas para tal fim”.

João Bruto da Costa fez ainda um apelo “à reflexão sobre o momento que os Açores estão a viver”, esperando que “esta emergência da Saúde possa trazer-nos todos à confluência de opiniões e de posições para que, nesse espírito solidário, possamos rapidamente restabelecer alguma normalidade e olharmos o futuro com mais esperança e motivação”.

Sobre o Plano e Orçamento para 2024, o líder da bancada social-democrata disse que os Açores “não podem perder mais tempo”, tendo realçado “o empenho e a celeridade do Governo Regional ao apresentar estes documentos num prazo tão curto”.

“São documentos que consubstanciam a mudança que se vive nos Açores e que os açorianos apoiaram a 4 de fevereiro. Como tal, estas são medidas que merecem o nosso total apoio, pois dão continuidade a essa mudança”, afirmou.

O social-democrata sublinhou “a aposta no capital humano dos açorianos”, com “uma atenção especial dada aos funcionários públicos, na progressão das suas carreiras e no fim das quotas da avaliação de desempenho, numa forma muito mais favorável face ao que se fez a nível nacional”.

Quanto aos apoios à atividade económica, João Bruto da Costa recordou que os Açores estão “há 35 meses consecutivos com o indicador de atividade económica no positivo”, num percurso que “começou com o primeiro Orçamento desta Coligação, na passada legislatura”.

Atenção também salientada para o reforço dos apoios sociais, “face à nossa realidade e, havendo ainda problemas sérios para resolver, queremos libertar as pessoas da condição de pobreza e das dificuldades que ainda vivem, e são respostas a isso que a Coligação irá continuar a pôr em prática”, concluiu.