50 anos. Bolieiro salienta “património de liderança” do PSD na Autonomia dos Açores

Celebração dos 50 anos do PPD.PSD/Açores. Ribeira Grande, 11 Maio 2024 ©Hugo Moreira

O Presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, salientou o “património de liderança” dos social-democratas na Autonomia e exaltou a “unidade afetuosa” do partido que celebra 50 anos ao serviço da democracia.

“É bom sentir o pulsar da vida coletiva de uma instituição: é exigente, traz encontros e muitas vezes desencontros, concordâncias e discordâncias criativas, mas também permite a unidade afetuosa e do reconhecimento entre cada um e com todos”, afirmou.

José Manuel Bolieiro afirmou ter “motivos para orgulho nas causas, nos valores e no património de liderança do PSD na Autonomia”, bem como na “liderança da afirmação da democracia dos Açores modernos, atlânticos, europeus e universais”.

José Manuel Bolieiro falava sábado, no Pavilhão da Associação Agrícola de São Miguel, perante uma plateia de militantes e simpatizantes dos PSD/Açores, em noite de homenagem também ao fundador do partido no arquipélago, João Bosco Mota Amaral.

Para o líder social-democrata, “é uma enorme alegria este reencontro massivo com todas as ilhas aqui presentes e que representam esta dinâmica democrática”, frisou.

“Não é a democracia que faz o democrata, são os democratas que fazem a democracia”, afirmou dirigindo-se ao Presidente Fundador do partido, João Bosco Mota Amaral, numa homenagem pelo património legado.

“Antes de o ser [fundador do então PPDA], já era um democrata que construiu no País e no velho regime dois elementos dos quais não podemos prescindir e são património próprio e património do PSD/Açores”, enalteceu.

“A sua veia democrática, independentemente do regime, transformou o regime de ditadura e trabalhou para um regime democrático”, prosseguiu.

“Tem um carisma pelo amor ao seu povo, o povo açoriano, ao entendimento dos Açores, as suas nove ilhas, da diáspora, da identidade de Região e, por isso, a causa autonómica, a causa de criar órgãos de governo próprio em democracia e em autonomia política para elevar o desenvolvimento dos Açores”, vincou.

Aos mais jovens, José Manuel Bolieiro deixou um apelo à participação política: “a Autonomia e a democracia não são dados adquiridos imutáveis, nem sequer cristalizados numa solução que não tem volta atrás”.

“Há riscos. Todos os dias, das gerações de fundadores até às gerações de último minuto, têm de estar atentas à defesa da democracia, à defesa da Autonomia e ao orgulho destes valores e destas causas”, destacou.

Aludindo aos símbolos que compõem a bandeira social-democrata, o líder açoriano destacou que “o PSD tem na sua matriz e no seu símbolo as nossas queridas e famosas setas, referências de identidade democrática e ideológica”.

“Cada uma daquelas setas representa a liberdade, a igualdade, a fraternidade, os três étimos fundamentais da democracia. São património do PSD e da social-democracia”, realçou.

“Nas cores das setas temos o preto, o branco, o vermelho, com referência a uma história com democratas, mesmo ausentes da democracia. As lutas de classes representada pela seta vermelha, as lutas libertárias para acabar com os regimes ditatoriais na cor preta. Na seta branca, encontramos a dimensão humanista, personalista que é a matriz do PSD”, descreveu.

“Esta é a nossa ideologia. Não estamos nem à direita, nem à esquerda. Estamos num quadro central de democracia. Democratas solidários por todo o sentimento integral qualquer que seja a sua condição socioeconómica, numa visão holística da sociedade”, sublinhou.

“Este partido abraça democratas, abraça quem ama a liberdade, quem ama a dignidade e a igualdade pelo respeito da dignidade humana e quem ama a solidariedade e a fraternidade para que todos tenham cabimento no nosso desenvolvimento”, concluiu José Manuel Bolieiro.

No seu discurso, o Presidente do PSD/Açores deixou ainda uma homenagem e um aplauso a todos os antigos líderes social-democratas que o antecederam desde João Bosco Mota Amaral, a Álvaro Dâmaso, Costa Neves, Manuel Arruda, Victor Cruz, Berta Cabral, Duarte Freitas e Alexandre Gaudêncio.

Por fim, apelou à “participação massiva” dos açorianos nas próximas eleições europeias de 9 de junho, salientando que a “política europeia é também a política interna dos Açores”, destacando a importância de eleger Paulo do Nascimento Cabral, o candidato açoriano da lista nacional da AD – Aliança Democrática.

As celebrações dos 50 anos do PSD/Açores serão assinaladas ao longo do ano 2024 com diversos eventos evocativos em todas as ilhas do arquipélago e que arrancam a 14 de maio, data oficial da sua fundação.