Bolieiro destaca Orçamento de “maior pendor social” da história da Autonomia

O presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, destacou que a proposta de Orçamento da Região para 2023 é a de “maior pendor social de todos os tempos na Autonomia”.

José Manuel Bolieiro falava na sessão de encerramento das jornadas parlamentares conjuntas do PSD, CDS-PP e PPM, que decorreram em Ponta Delgada.

Em cima da mesa, estiveram a análise e avaliação do documento que vai a discussão na Assembleia Legislativa dos Açores, entre 21 e 25 de novembro, na Horta.

No seu discurso, o líder dos social-democratas açorianos vincou o “sentido de responsabilidade social, solidária com as pessoas, com as famílias, para mitigar os impactos negativos desta crise global, social, económica e financeira”.

José Manuel Bolieiro sublinhou “que saibam as açorianas e os açorianos que contam com este Governo. Faremos tudo o que está ao nosso alcance para estar ao vosso lado. Estamos a fazê-lo. E isso é uma prova de confiança, de responsabilidade económica”.

O presidente do PSD/Açores reiterou ainda que “fomos, desde a nossa tomada de posse, sensíveis a uma ideia de governação dos Açores que deve libertar o funcionamento da economia, dar independência aos decisores do investimento privado gerador de riqueza”.

Uma estratégia que passa por “não fazer deles – os empresários – uns dependentes de mão estendida ao subsídio, mas antes senhores da sua própria criação de riqueza”, ressalvou Bolieiro.

Acima de tudo, “estamos do lado de demonstração de realizações e de compromissos de realização, de continuidade e de valorização, aumentando a disponibilidade financeira para um plano e orçamento de pendor social. Estamos com as pessoas”, salientou o líder social-democrata.

“E apostamos, contra a vontade do Partido Socialista, na diminuição dos impostos. Verdade é que com esta proposta, criando a otimização do diferencial fiscal entre os Açores e o continente, valorizando a nossa própria circunscrição fiscal, tivemos não só o voto contra do PS, como a ameaça foguetória no que diz respeito ao conhecimento, mas ousada na demagogia, a dizer que isso ia ser o descalabro do Orçamento da Região”, recordou o presidente do PSD/Açores.

Prova é que “estivemos ao lado das empresas, ao lado das famílias, ao lado dos consumidores, porque diminuímos o IRC, IRS e IVA. Isto eram elementos no nosso domínio para minimizar a cavalgada ascendente da inflação e do custo de vida”, disse, chamando a si “a responsabilidade económica, visão estratégica, compromisso com os nossos princípios e valores doutrinários e ideológicos”.

A esse respeito, José Manuel Bolieiro frisou não ter “obsessão ideológica, mas sim convicções que ajudam a resolver a vida das empresas e das pessoas. E cumprimo-lo”.

Um compromisso com as pessoas que assume “com responsabilidade financeira, tendo em conta o contexto específico da subida das taxas de juro, por isso resolvemos com compromisso de responsabilidade financeira, por não recorrer ao endividamento”.

“Não vamos recorrer a mais endividamento, não só porque cria uma dificuldade, sob o ponto de vista da economia, como traz uma desvantagem sobre o preço e o custo do dinheiro”, esclareceu o dirigente partidário.

E, ao contrário do que tem vindo a ser anunciado pela oposição, “mesmo os valores que atribuímos para este Plano e Orçamento estão acima dos valores de real execução dos anteriores orçamentos ao longo destes anos”.

O objetivo assenta em “apostar mais dinheiro para o pendor social, menos dinheiro para o desperdício e para a subsidiação da economia. Mas estamos firmes com a transparência destas opções. Temos uma afirmação de prioridades. E a nossa prioridade é a social”, reforçou José Manuel Bolieiro.

O presidente do PSD/Açores é perentório ao afirmar que a inviabilização do Orçamento iria “criar dificuldades às famílias, às empresas, às pessoas já confrontadas com as crises reais, em cúmulo com uma crise artificial de política e de governação, geradas por quem quer protagonismo, individualismo e arrogância”.

Em suma, o Plano e Orçamento da Região para 2023, proposto pelo Governo da Coligação – PSD, CDS-PP e PPM – é um documento que revela uma ação assente “no diálogo, na concertação, humildade democrática e de responsabilidade, num percurso de afirmação política e de confiança”, finalizou.