Francisco Pimentel defende mais capacidade de carga aérea para exportar produtos açorianos

O candidato da AD/Aliança Democrática (PSD, CDS-PP e PPM) à Assembleia da República Francisco Pimentel defende “o aumento da capacidade de carga aérea disponível para a exportação dos produtos açorianos”, considerando essa condição “determinante para o nosso desenvolvimento económico”.

Francisco Pimentel prestou declarações após uma reunião com a direção da Fruter, onde esteve acompanhado pelos candidatos Paulo Moniz e Emanuel Sousa, tendo frisado que, “para os Açores, a capacidade de escoamento de produtos e matérias primas é decisiva para a viabilidade de muitas empresas e para a concretização de novos negócios”.

Segundo o candidato, “o escoamento atempado de alguns dos nossos produtos, nomeadamente os perecíveis, carece de ligações aéreas frequentes, com capacidade de carga suficiente para responder às necessidades, bem como horários compatíveis com ligações a destinos internacionais”, sublinhou.

E esses são os casos “da floricultura, da horticultura ou da fruticultura, onde essa exigência é ainda maior, pois têm produtos de fácil e rápida degradação, que exigem um escoamento muito rápido, para não que não percam qualidade nem valor”, explicou.

No caso da Ilha Terceira, “é fundamental aumentar a capacidade de carga aérea disponível, permitindo um melhor acondicionamento e escoamento dos nossos produtos, e a sua consequente valorização”, entende.

“A Terceira tem vindo a perder competitividade ao longo dos anos, face à fraca disponibilidade de carga aérea, particularmente da companhia aérea TAP. Essa circunstância tem sido mesmo um fator de entrave ao investimento que muitos dos atuais produtores agrícolas desejavam realizar”, alertou o candidato da AD/Aliança Democrática.

Face ao anunciado processo de reestruturação da TAP, “importa garantir que as ligações aéreas para os Açores não sejam prejudicadas, e que haja um reforço da capacidade de carga nas ligações aéreas da Ilha Terceira para Portugal Continental, assim como horários compatíveis com ligações a destinos internacionais. Só assim poderá melhorar o escoamento dos nossos produtos hortícolas, frutícolas e florícolas”, concluiu Francisco Pimentel.