RTP/Açores. Paulo Moniz aponta necessidade de reforço de meios e financiamento

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República, Paulo Moniz, alertou ontem para a necessidade “de se criar um novo modelo de financiamento para a RTP/Açores, que garanta permanente e continuadamente melhores condições de funcionamento da estação pública na região”, avançou.

O social democrata falava durante uma audição à direção do canal nos Açores, na Comissão de Cultura e Comunicação, onde insistiu que “deve haver um mecanismo financeiro para compensar os custos decorrentes das características próprias dos Açores, e isso nem é inédito”, frisou.

Para o social democrata, também parte das receitas da publicidade nacional, na parte referente aos Açores, “deve reverter naturalmente para o centro regional da RTP, e é preciso que a casa mãe da estação tenha isso presente e efetive a transferência dessa receita que é devida aos Açores”.

E defendeu que “deve ser pensado e debatido um modelo de convergência, semelhante ao do fornecimento de eletricidade, que contribua com carácter permanente e continuado, para criar melhores e imprescindíveis condições para a atividade do centro regional dos Açores de rádio e televisão”, afirmou Paulo Moniz.

“Atendendo ao constrangimento arquipelágico, que originou uma situação da qual não se consegue assim sair, há que encontrar esses mecanismos sólidos de financiamento continuado e certo”.

“Caso contrário, os 5 milhões de prejuízos que a RTP/Açores apresenta, vão manter-se, pois o seu subfinanciamento está assente numa estrutura de custos que à partida “obriga” e limita a estação no seu grau de servir os açorianos, porque não tem dinheiro para mais”, alertou o parlamentar.

A audição decorreu de um requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do PSD para aprofundar a situação atual da RTP/Açores, com Paulo Moniz a sublinhar que a RTP/Açores “deve ter correspondentes a tempo inteiro e integrados no quadro, em todas as ilhas que não têm delegação, assegurando-se a sua estabilidade e crescimento profissional, contribuindo também desta forma para a relevante isenção que este enquadramento ajuda e estimula”.

“Esses correspondentes são uma parte fundamental da descentralização da informação jornalística da estação pública na região, disse igualmente Paulo Moniz, que se mostrou “um pouco dececionado com o conformismo demonstrado pelos responsáveis da RTP/Açores pois, apesar da assunção das dificuldades pelos orçamentos curtos, há esse conformismo, que não impele à necessidade de se reivindicar soluções estruturais e de fundo”.