O deputado do PSD/Açores Carlos Ferreira considerou esta manhã que as obras no Porto da Horta devem avançar “depois de esclarecidas as dúvidas pelo LNEC e de cumprido o processo de diálogo entre o novo governo regional, os operadores portuários e as forças vivas do Faial”.
O social democrata falava após uma reunião com o novo presidente da Portos dos Açores, onde reiterou que “face ao atribulado processo do reordenamento do porto, estas são condições essenciais para a intervenção no seu espelho de água avançar”, disse.
“Essa tem sido a posição defendida ao longo dos últimos anos pelo PSD/Açores”, adiantou Carlos Ferreira, que solicitou ao novo presidente daquela empresa pública a maior celeridade na avaliação do estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, ciente de que, “com este governo regional, o processo terá de ser desenvolvido com outra capacidade e atitude”.
O deputado social democrata acrescentou que “os faialenses não querem ver repetidos os erros graves cometidos na construção do molhe norte”, acrescentando que “se o LNEC confirmar que a origem do problema está no molhe norte, é aí que deve ser identificada uma solução para o corrigir ou atenuar”.
Segundo Carlos Ferreira, “esta foi a verdadeira exigência cívica que, perante a teimosia do anterior governo regional, apoiado pelos seus camaradas do PS/Faial, mobilizou 1732 cidadãos para a Petição “A favor da suspensão das obras de construção civil no espelho de água do Porto da Horta, tal como se encontram previstas na 2ª fase do projeto de reordenamento do porto da Horta”, frisou.
“Ao longo do último século, o porto da Horta contribuiu e muito para a projeção do Faial e dos Açores no mundo, dada a sua localização estratégica, a segurança oferecida e a qualidade das suas águas. Os cabos submarinos, as travessias aéreas transatlânticas e, nas últimas décadas, o iatismo internacional, conferiram e continuam a conferir-lhe esse papel”, declarou o parlamentar.
Para Carlos Ferreira, “é preciso ter um porto preparado para os próximos 100 anos, com a mesma visão de futuro dos nossos antepassados, que tiveram muito menos recursos do que os que temos hoje à disposição”, referiu.
“O investimento tem de ser devidamente estudado, sem condicionar para sempre o nosso futuro, mas de modo a potenciar o desenvolvimento de todas as valências e atividades do porto, designadamente a navegação transatlântica, o transporte de carga e passageiros, a reparação e manutenção naval, a pesca, a náutica de recreio internacional, as atividades marítimo-turísticas, os desportos náuticos e o apoio à investigação científica”, concluiu.

