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O líder parlamentar do PSD/Açores afirmou que o Governo da República “não honra a palavra dada” nos compromissos que estabeleceu com a Região, dado que a resolução das questões que são da competência do Executivo nacional foi “permanentemente adiada”.

“Durante cinco anos, o Governo da República do Partido Socialista anunciou concursos públicos, projetos, estudos ou protocolos, mas as soluções para os problemas concretos que assolam os Açores foram permanentemente adiadas. Trata-se de um Governo da República que, perante a ausência de capacidade reivindicativa dos Governos Regionais de Vasco Cordeiro, optou por não honrar a palavra dada”, disse Pedro do Nascimento Cabral, numa declaração política feita no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores.

Segundo o presidente da bancada social-democrata, “enquanto este Governo da República do PS fingia que dava, os seus comissários políticos na Região anunciavam que tudo estava em andamento, ou seja, fingiam que os Açores recebiam”.

“A ausência de resultados é atroz e somos forçados a concluir que todos estes anúncios de profícua colaboração entre o Governo da República de António Costa e o Governo Regional de Vasco Cordeiro não passaram de uma desprezível estratégia em que os interesses dos Açores assumiram um posicionamento meramente secundário, na tentativa, felizmente fracassada, de manter o Partido Socialista no poder na nossa Região”, frisou.

Pedro do Nascimento Cabral lembrou que, nos executivos socialistas da Região, “o Governo da República de António Costa assumiu uma série de compromissos em relação à Região Autónoma dos Açores que não mereceram qualquer execução”.

“Veja-se o caso da nossa Universidade. Há um ano, o ministro da Ciência e Ensino Superior e Vasco Cordeiro promoveram uma encenação mediática em torno do financiamento da Universidade dos Açores. Decorrido mais de um ano, descobriu-se que a Universidade não recebeu dinheiro nenhum e o ministro da Ciência e Ensino Superior veio agora à nossa Região, com o ar mais cândido deste mundo, afirmar que não assinou qualquer protocolo neste sentido, mas que para o ano é que vai ser”, lembrou.

Para o presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores, “estamos perante um Governo da República que não honra a palavra dada”.

“Não vieram os opulentos milhões para a Universidade dos Açores, nem sequer os modestos euros para os ex-trabalhadores da COFACO na ilha do Pico. Os ex-trabalhadores continuam à espera de ver os seus apoios sociais majorados. Por aqui também se comprova que na República há um Governo sem palavra e que até recusa cumprir um compromisso lavrado em letra de lei”, sublinhou.

O líder da bancada social-democrata recordou também o processo de construção do novo Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, considerando que “é outro exemplo – um péssimo exemplo – da falta de respeito que a República tem pelos Açores”.

“O Governo da República do Partido Socialista passou os últimos anos a fingir que fazia alguma coisa. Muitos governantes vieram de Lisboa aos Açores anunciar estudos, projetos e concursos públicos. Passados cinco anos, a promessa da nova cadeia continua soterrada debaixo de toneladas de bagacina, num terreno que o Governo Regional do PS cedeu para alinhar neste faz que anda, mas não anda”, afirmou.

De acordo com Pedro do Nascimento Cabral, “nunca um Governo da República prometeu tanto e cumpriu tão pouco”,

“Parafraseando o famigerado ministro Augusto Santos Silva, somos forçados a concluir que a palavra deste Governo da República ‘vale zero’”, disse.

O líder parlamentar do PSD/Açores lembrou ainda outros dos compromissos por cumprir, da parte do Governo da República, na reparação dos estragos causados do furacão Lorenzo, no serviço público de transporte aéreo de carga entre o Continente e os Açores, no financiamento do Plano de Revitalização Económica da ilha Terceira, a criação do Observatório do Atlântico no Faial ou a instalação de um radar meteorológico em São Miguel.

“Podíamos ficar aqui toda a semana a falar das promessas do Executivo de António Costa para os Açores, que a conclusão seria sempre a mesma: Na República há um Governo que não honra a palavra dada”, salientou.

O deputado social-democrata apelou ainda ao Governo Regional PSD/CDS-PP/PPM para que “fale alto e de modo claro na defesa intransigente dos interesses dos Açores, em relação a um conjunto de compromissos assumidos pelo Governo da República e que nunca foram cumpridos”.

“Se o incumprimento dos compromissos assumidos por António Costa mereceu, ao longo de todos estes anos, apenas um mero encolher de ombros por parte do PS de Vasco Cordeiro, estamos certos de que o atual Governo Regional dos Açores vai desencadear todas as ações para que a República cumpra o que prometeu”, considerou Pedro do Nascimento Cabral.