Paulo Moniz confronta Primeiro Ministro por deixar os Açores sempre no fundo da tabela

Paulo Moniz confrontou ontem o Primeiro Ministro com dois assuntos em que “o governo deixou novamente os Açores no fundo da tabela”, como “a farsa do suposto acordo com a Universidade dos Açores, o facto de ter mandado a Região à banca sem garantia da República, ou não ter dado a possibilidade de recurso direto ao empréstimo mutualizado dos 27 países a juros historicamente baixos”.

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República afirmou que o acordo anunciado em fevereiro entre o Ministério do Ensino Superior e a Universidade dos Açores (UAç) “foi uma farsa, pois nunca avançou e, segundo a RTP/Açores, foi agora adiado para 2021”, disse.

E questionou diretamente António Costa sobre a proposta da criação de uma grande Universidade Atlântica nos Açores – que consta do Plano Costa e Silva -, “quando foi adiado para 2021 o contrato do reforço de financiamento de 1,2 milhões de euros por ano à UAç, e durante quatro anos até 2023, acordo que os senhores fizeram questão de dizer, durante meses a fio, que iam cumprir”, referiu.

Paulo Moniz lembrou que “o contrato entre o Ministério do Ensino superior e a UAç foi anunciado numa encenação mediática, quando o presidente do Governo Regional chamou o senhor Ministro aos Açores no início de fevereiro passado”, constatou.

“Na hora da verdade, na hora de cumprir, é sempre isto que acontece para com os Açores, adia-se para o ano seguinte”, acusou Paulo Moniz, para quem António Costa “teima em deixar os Açores no fundo da tabela das escolhas deste Governo”.

Sobre financiamentos e empréstimos, o deputado declarou que o Governo da República “devia ter considerado a possibilidade de o empréstimo de 285 milhões que os Açores contraíram fosse feito através da República, com metade da taxa da taxa de juro”.

Outra possibilidade teria sido o próprio Estado “a substituir as instituições financeiras, e novamente a taxas de juro bastante inferiores, ou que a República permitisse às Regiões Autónomas recorrer diretamente ao empréstimo mutualizado pelos 27 países da UE a juros historicamente baixos”, explicou.

O parlamentar assegura que se podiam ter poupado “muitos milhões em juros, uma poupança que pode ser pequena para o Governo da República, e até mesmo para o Governo Regional, mas que podiam servir também para acudir aos açorianos”, concluiu.