COVID-19. Governo Regional recusa assumir responsabilidade por “falhas na fiscalização”

O presidente da JSD/Açores criticou o Governo Regional por recusar assumir responsabilidade pelas “falhas na fiscalização” dos estabelecimentos de diversão noturna no âmbito da pandemia da COVID-19, “preferindo pôr as culpas nos jovens açorianos”.

“Quando as coisas correm bem, os louros são do Governo. Quando correm mal, a culpa é sempre dos outros. No jogo do passa culpas, em que os socialistas são muito habilidosos, coube agora a vez aos jovens serem apontados como culpados da inação do Governo Regional e pelas falhas na fiscalização”, afirmou Flávio Soares.

Falando acerca das restrições decretadas esta semana ao funcionamento dos estabelecimentos de diversão noturna na ilha de São Miguel, o líder dos jovens social-democratas condenou as “acusações sem fundamento feitas pelo Diretor Regional da Saúde em relação à juventude açoriana”.

“Não são apenas os jovens que frequentam os bares, mas sim pessoas de várias faixas etárias. Se é certo que a prevenção começa em cada um de nós, cabe ao Governo Regional fiscalizar o cumprimento, nos espaços de diversão noturna, das medidas de combate à pandemia da COVID-19. Falta uma fiscalização apertada”, disse.

Segundo Flávio Soares, “o Governo Regional deveria ser o primeiro a dar o exemplo, mas não é isso que sucede, dado que vários governantes já surgiram em público a comportar-se de forma inadequada ao momento atual”.

“No final de junho, quando a lotação máxima das embarcações marítimo-turísticas estava limitada a dois terços da sua capacidade, o Governo Regional em peso viajou do Corvo para as Flores sem respeitar essa regra. Na mesma altura, o Diretor Regional da Saúde fez-se fotografar à porta de um estabelecimento noturno com um grande grupo de pessoas, sem usar máscara e ignorando o distanciamento social”, lembrou.

O presidente da JSD/Açores acrescentou que nos aeroportos do arquipélago “reina a confusão, visto que nos desembarques é comum cruzarem-se passageiros dos voos inter-ilhas e dos provenientes do exterior, o que é de todo desaconselhável”.