Paulo Moniz propõe acordo entre Universidade dos Açores e Laboratório Militar para produzir álcool gel

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República Paulo Moniz propôs a criação de um protocolo entre a Universidade dos Açores (UAç) e o Estado Maior do Exército para a produção de álcool gel nos laboratórios da academia, colmatando assim as carências do mercado e garantindo a sua produção em larga escala.

Para o social democrata, e à semelhança do que acontece no Laboratório Militar, no continente, para as Forças Armadas, “seria importante produzir álcool gel nos Açores, para todos os serviços da administração pública e para todos os privados empresariais, que necessitem daquela componente, agora mais do que nunca e numa base diária, para os seus estabelecimentos”, referiu.

Na intervenção de ontem manhã, por videoconferência, na Comissão de Defesa, Paulo Moniz explicou que a Academia açoriana “pode assumir, nesta altura, um papel ainda mais central na sociedade açoriana, garantido nos laboratórios de dois dos seus pólos – Ponta Delgada e Angra do Heroísmo – a produção de um importante bem de consumo, colmatando as carências do mercado e apresentando, através deste protocolo e com financiamento público à produção, soluções imediatas para o novo dia a dia dos açorianos’, reforçou.

“Foi isso que propus ao Chefe do Estado Maior do Exército, General José Nunes da Fonseca, frisando que não se trata de fazer concorrência a vendas particulares ao público, nas farmácias, por exemplo, mas garantir a sua produção em larga escala para todos os serviços da administração pública, regional, municipal e local, assim como privados que queiram adquiri-lo para cumprir normas de higiene e desinfeção no seu estabelecimento, como aliás é recomendado’, acrescentou.

O deputado do PSD/Açores no parlamento nacional salienta que “a UAç é o organismo certo para, mais uma vez e como sempre, dizer presente aos açorianos, através deste protocolo, em que o Estado Maior do Exército, disponibilizaria a ajuda necessária aos seus laboratórios, para começarem a produzir em escala à realidade dos Açores, criando ainda uma parceria para aquisição de matérias primas que possam não ser encontradas na região’, disse.

Para Paulo Moniz, o protocolo seria “de extrema importância, por ser uma resposta rápida, descentralizada e eficaz, e por colocar ao serviço das pessoas os equipamentos que existem na região, juntando a Universidade à construção de soluções de que os açorianos tanto necessitam, neste momento”.

O social democrata conclui, dizendo que a Universidade dos Açores “tem uma capacidade instrumental e científica de alto valor, o que garante desde logo qualidade a este protejo de resposta, com os técnicos de laboratório, investigadores, docentes e alunos, que já nos habituaram à excelência do seu trabalho, a até poderem, no decorrer do processo, aperfeiçoar técnicas que possivelmente ainda nos permitirão ter produtos inovadores, alternativos e únicos no mercado”.