PSD/Terceira. Descontaminar exige responsabilidade

O PSD/Terceira considerou hoje que o impacto da contaminação dos solos do PIT 18, em 2016, no Pico Celeiro (Praia da Vitória) “é demasiado grave, no que respeita ao ambiente envolvente, à saúde humana e até animal, para merecer do governo regional uma resposta que intenta a desresponsabilização e não explica os motivos de não se terem realizados todos os procedimentos obrigatórios em tais incidentes”, disse Rui Espínola, vice-presidente da estrutura.

“Tem de haver responsabilidade, perante assuntos tão delicados, e operacionalizar equipas técnicas especializadas, de modo a minimizar os danos, mesmo se estes acontecem sempre”, afirmou.

“Os terceirenses ficaram sem perceber, das declarações da senhora Secretária Regional do Ambiente e Turismo, por que motivo houve áreas que não foram impermeabilizadas, apesar de contaminadas, e por que razão não foram logo interditas à pastagem animal até à remoção das terras contaminadas. A pastagem mantém-se até hoje”, adiantou o social democrata.

“Ficaram sem conhecer o real impacto da contaminação nos vários recursos hídricos da zona, nomeadamente nascentes, e sem saber porque é que os Governo Regional e da República estiveram quatro anos à espera de intervir no local, de forma a resolver um problema ambiental grave e com efeitos colaterais incalculáveis”, lamenta Rui Espínola.

O vice-presidente da CPI local lembra que a situação, “ao que tudo indica, deveu-se a erro humano, mas também à inércia das autoridades militares norte-americanas, com o silêncio cúmplice do Governo Regional”, sublinha.

“É inadmissível que assim seja, até porque é obrigação dos Governo proteger os seus cidadãos, tomando as medidas necessárias e emergentes em situações como esta, o que efetivamente não aconteceu”, refere.

Assim, o PSD/Terceira “exige que se avance rapidamente com a empreitada de descontaminação daqueles solos, com a intervenção de equipas técnicas especializadas para o efeito, mas com um plano bem delineado e que garanta o tratamento adequado às terras, nomeadamente a sua exportação para um aterro de resíduos perigosos ou central de tratamento de solos contaminados”, alertam.

“Além disso, a zona deve ser interdita até que a análises ao solo confirmem não haver contaminação. Deve ser igualmente feito um estudo do impacto ambiental da contaminação a montante e a jusante dos terrenos, a fim de se prevenirem quaisquer possíveis danos para a saúde pública”, concluiu Rui Espínola.