Inundações com origem na Circular de Angra repetem-se desde 2012

A denúncia é do PSD e tem a ver “com as inundações que, ciclicamente, acontecem, com origem na Estrada Circular à cidade de Angra do Heroísmo. E que se repetem desde 2012”, diz a estrutura local do partido, liderada por João Ormonde.

“Trata-se de uma situação grave, e que se prende com o escoamento de águas pluviais da Circular de Angra em terrenos particulares que, por sua vez, inundam alguns prédios urbanos na rua Capitão João D’Ávila – freguesia de São Pedro -, acabando invariavelmente por necessitar da intervenção dos bombeiros”, alertam os social democratas.

João Ormonde lembra que, “numa visita ao local, durante as fortes chuvadas de finais de dezembro, pudemos verificar que parte da água pluvial – com origem na Circular de Angra e o troço a montante da rotunda da Canada Nova, em Santa Luzia -, que inclui toda a Canada Nova, passando pela rotunda até ao tubo coletor de água, é encaminhada para o poço de retenção localizado em terrenos particulares”, explica.

“Esse poço de retenção, por sua vez, transborda para os cerrados circundantes, onde acumula em enorme charco, acabando por inundar os prédios anexos que estão a uma cota mais baixa. As águas penetram ao nível do primeiro piso, provocando enormes estragos nesses prédios, nos mobiliários, equipamentos e outros bens”, acrescenta o responsável pelo PSD/Angra.

A situação verifica-se “sempre que ocorrem chuvadas mais intensas, e repete-se pelo menos desde 2012, o que tem implicado avultados prejuízos para alguns moradores daquela rua, que não obstante os avisos e as queixas formais – e depois de algumas visitas ao local por parte da Camara Municipal de Angra -, se mantém sem soluções à vista”, sublinha a concelhia social democrata.

Para João Ormonde, “estamos perante uma situação de má-fé, por parte das entidades envolvidas, a saber, a Câmara Municipal de Angra e a Secretaria Regional de Transportes e Obras Publicas que, em nosso entender, a entidade com maior competência naquela situação, uma vez que as águas têm origem na Via Circular de Angra”, adianta.

Com efeito, “quer aquelas entidades, como a Junta de Freguesia de São Pedro, têm pleno conhecimento do que se passa mas, passados todos estes anos, nada fizeram, abandonando os moradores à sua sorte e fingindo nada ter a ver com aquilo”, critica o presidente da CPC angrense.

“É urgente que as entidades com responsabilidade na situação procedam, desde logo, a um levantamento dos prejuízos causados, com vista ao justo ressarcimento dos lesados. Devendo reconhecer o problema técnico criado e procedendo às necessárias obras de correção”, avança João Ormonde, garantindo que o PSD/Angra se vai manter “atento a este caso, e tudo fará no âmbito das suas competências para que o problema seja, rapidamente, resolvido por quem de direito”, conclui.