Igreja do Carmo. Proposta do PSD para classificação como monumento de interesse público aprovada por unanimidade

O PSD/Açores congratulou-se hoje com a aprovação unânime da sua iniciativa parlamentar para que a Igreja do Carmo, na ilha do Faial, seja classificada como monumento de interesse público, “uma distinção mais do que justa, por se tratar de um valioso e imponente conjunto arquitetónico que marca a imagem da cidade da Horta”, disse o deputado Luís Garcia.

Para o social democrata, “nada justifica que aquele monumento ainda não tenha sido classificado”, sendo que possui “um relevante papel histórico e um inegável interesse cultural, para além de ter um riquíssimo acervo artístico. Que assim poderá ser inventariado com todo o rigor”, frisou.

Segundo Luís Garcia, “essa classificação já devia ter acontecido em tempo oportuno. E provavelmente o imóvel não se teria degradado ao ponto a que chegou, nem se teriam permitido construções de duvidoso enquadramento na sua envolvente e do antigo Convento com o mesmo nome”, afirmou.

“Sem sofrer obras de manutenção adequadas, a degradação do templo foi-se acentuando, e agravou-se com o forte sismo de 1998”, lembrou o deputado, acrescentando que “muito do seu acervo patrimonial foi seriamente danificado devido a muitas infiltrações, resultado de partes do teto do edifício que ruíram”.

A iniciativa do PSD visa também “sensibilizar e apelar ao Governo Regional para proceder à classificação do imóvel, mas que também participe ativamente na sua recuperação”, esclareceu.

A classificação é igualmente importante para o Convento do Carmo, anexo à Igreja, “que pertence ao Estado e esteve, até 2008, afeto a funções militares, sendo, em 2016, integrado no projeto REVIVE, e que se aguardando possa ser reabilitado para fins turísticos”, afirma o parlamentar.

O PSD/Açores pretende igualmente que o processo seja “um justo reconhecimento a todo o trabalho de recuperação que tem sido levado a cabo pela Ordem Terceira do Carmo, com a colaboração de algumas entidades públicas e privadas e, além de muitos e cidadãos e benfeitores, num verdadeiro movimento de cidadania ativa”, realçou Luís Garcia.