Desemprego nos Açores. Realidade é muito diferente da propaganda

O Governo Regional vive num “estado permanente de propaganda e não hesita a recorrer à meia verdade e até à mentira para tentar iludir os açorianos”, disse o presidente dos TSD/Açores.

Segundo Joaquim Machado, “quanto mais insucessos se verificam nas políticas de promoção do emprego e de combate ao desemprego e à precariedade, mais notas informativas o Governo Regional emite para confundir os açorianos”.

Para aquele dirigente social-democrata, “é hora de dizer basta a esta despudorada manobra de propaganda, que pode iludir muitos açorianos, mas que em nada altera a dura realidade nas nossas ilhas”.

“E a realidade é que temos a taxa mais alta de desemprego em Portugal – 7,9% contra 6,5% no país –, números apurados para o ano de 2019 e que são os últimos publicados pelo Instituto Nacional de Estatística.

De acordo com Joaquim Machado, estes valores “revelam uma outra coisa, bem mais significativa: os Açores ainda não saíram da crise”.

Para o líder dos TSD/Açores, “basta comparar os números atuais com os de 2010, o ano antes de o país ter ficado à beira da bancarrota com a governação de José Sócrates”.

No país a taxa regrediu significativamente, mas nos Açores o desemprego continua muito mais alto do que aquele que se verificava em 2010 – são mais 1.600 açorianos desempregados.

Joaquim Machado lembrou também que a taxa de desemprego é apurada trimestralmente, segundo critérios que vigoram para todos os estados da União Europeia.

“Portanto, as notas informativas que o Governo Regional faz publicar com muita frequência, relativas ao número de desempregados inscritos nos centros de emprego, são manobras para confundir a opinião pública e não se referem efetivamente à taxa de desemprego. Mas também analisando estes dados, não encontramos motivos para regozijo. Muito pelo contrário”, afirmou.

De acordo com os dados oficiais, em 2010 a média de inscritos nos centros de emprego da Região foi 6.005 desempregados. Em 2019 as inscrições ascendem a mais de 7.227, 39,1% dos quais há mais de um ano.

E também no que toca a trabalhadores em programas ocupacionais “é forçoso concluir que os Açores ainda não saíram da crise”, acrescentou Joaquim Machado.

“Apesar de uma inexplicável, e até cínica, euforia do Governo Regional, constata-se que quase triplicou o número de desempregados integrados nos programas ocupacionais”, disse.

Concluindo, disse o líder dos TSD/Açores, “a propaganda não tem correspondência com a realidade”.

“Em vez de propaganda os açorianos exigem mais empenhamento e competência no desenvolvimento de políticas de combate ao desemprego e à precariedade laboral”, disse Joaquim Machado.