Obra do Porto Comercial do Pico permanece uma “incógnita”

O deputado do PSD/Açores Marco Costa considerou que o prometido arranque da obra do Porto Comercial da ilha do Pico permanece uma “incógnita”, lembrando que se trata de uma promessa feita em 2012 pelo Presidente do Governo Regional.

“O avanço das obras do Porto Comercial do Pico, em São Roque, continua a ser uma incógnita, diria mesmo um malabarismo político. De comício em comício, vai-se tentando embalar uma comunidade em redor de uma ambição justa e básica, que nunca se concretiza. Note-se que se trata de uma promessa feita em 2012 por Vasco Cordeiro”, afirmou o social-democrata, no debate das propostas de Plano e Orçamento para 2020.

Segundo o parlamentar, “embora a construção do terminal de passageiros esteja contemplada no Plano para 2020, a verdade é que o Governo Regional, em abril passado, disse que obra ia avançar de imediato e nada aconteceu”.

Marco Costa salientou que “a mesma indefinição se passa com a ampliação da pista do Aeroporto do Pico”, dado o Governo Regional se limita a “arrastar ao máximo para o calor do ano eleitoral”.

“Em relação ao Aeroporto do Pico, o Governo escuda-se sempre no argumento dos fundos comunitários. Mas afinal, o Governo Regional tem ou não salvaguardados fundos comunitários para a obra de ampliação da pista? O Governo Regional negociou ou não com o Governo da República a reprogramação de fundos para infraestruturas aeroportuárias?”, questionou.

Ainda em relação aos transportes aéreos, o deputado social-democrata sublinhou que o Governo Regional “todos os anos promete melhores acessibilidades e todos os anos a ilha do Pico acaba por ter bloqueios na mobilidade dos seus cidadãos e dos visitantes”.

“O Governo Regional negou-se a implementar medidas efetivas para fazer face à perda de 160 postos de trabalho no Pico, em 2018, após o encerramento da COFACO, com o argumento da absorção dessa mão-de-obra pelo setor do Turismo. Ora, o Governo Regional, com o falhanço nas acessibilidades, não deu oportunidade aos empresários, que poderiam crescer e criar riqueza para absorver mais mão-de-obra”, afirmou.