Governo e PS “recusam transparência” sobre preços dos produtos agrícolas

O deputado do PSD/Açores António Almeida lamentou que o Governo Regional e o PS tenham rejeitado a proposta social-democrata de divulgação pública dos preços médios dos produtos agrícolas na Região, o que revela que a maioria socialista “recusa a transparência” para o setor.

“O Governo Regional e o PS não querem que os açorianos em geral e os agricultores em especial conheçam a realidade dos preços dos produtos agropecuários e dos fatores de produção que afetam o rendimento dos produtores. O Governo Regional e o PS não querem transparência nos preços dos produtos agrícolas”, afirmou o social-democrata.

António Almeida, que falava durante o debate acerca da organização do Instituto de Apoio aos Mercados Agrícolas (IAMA), salientou que a divulgação pública, na Internet, dos preços médios dos produtos agropecuários e dos fatores de produção permitiria também “tornar evidente as diferenças entre cada uma das ilhas, mas também o contraste ente a realidade dos Açores e da União Europeia”.

“A proposta do PSD garantiria a transparência dos preços em cada ilha, permitindo dar visibilidade às diferenças dos preços praticados em cada ilha quer no leite, bovinos e na carne, quer nos restantes produtos da diversificação agrícola e também nos preços dos principais fatores de produção, como é o caso das rações e dos adubos”, disse.

Para o deputado social-democrata, “a transparência dos preços é um instrumento importante, tendo em conta o objetivo da convergência com a realidade média da União Europeia quanto ao rendimento dos agricultores dos Açores face aos colegas europeus”.

“Hoje, através do sistema estatístico europeu Eurostat, é possível obter informação detalhada de todos estes indicadores. Nos Açores nada disto é possível, muito menos quando se trata de informação estatística agrícola ao nível de ilha”, sublinhou.

O PSD/Açores também propôs a criação de uma unidade técnica para a certificação e apoio aos agricultores, agroindústrias e comércio para incentivar a certificação de mais produtos Denominação de Origem Protegida, Indicação Geográfica Protegida, Especialidade Tradicional Garantida e Produção Biológica, “visto que só existem sete produtos agrícolas certificados na Região e esta é uma forma de os distinguir e valorizar”.