Faial. Promessas eleitorais do PS desaparecem dos planos do governo

O deputado do PSD/Açores eleito pelo Faial, Carlos Ferreira, denunciou “o desaparecimento de várias promessas eleitorais socialistas para a ilha”, realçando que “essa realidade reforça a ideia de que os faialenses não podem confiar neste governo. Não podem confiar em quem promete e não cumpre”, afirmou.

Sobre a recente discussão do Plano e o Orçamento da Região, “que são documentos de compromisso entre o Governo, a Assembleia e os açorianos”, o social democrata sublinha que  “os mesmos traduzem o que o governo pensa sobre a coesão e o desenvolvimento dos Açores, mas se olharmos para as taxas de execução das verbas inscritas nos sucessivos Planos Regionais, rapidamente percebemos que a relação estabelecida não pode ser de confiança”, afirma.

Carlos Ferreira lembra que, na última década, o grau de execução para a ilha do Faial “só passou dos 50% em 2014 e 2015, e ainda assim, alcançou apenas os 55% em 2014 e 54,8% em 2015. Nos últimos 4 anos, o nível médio de cumprimento foi de 41,9%”, recorda.

“Isto significa que a maioria das promessas do governo aos faialenses ficou por cumprir, ou seja há projetos inscritos em planos sucessivos e empurrados de ano para ano, acabando alguns por desaparecer mesmo dos documentos orçamentais, como se nunca tivessem lá estado, como se não tivessem sido propostos aos eleitores, como se não tivessem servido para conquistar o voto de quem confiou nas promessas que foram feitas”, lamenta o deputado do PSD/Açores.

Carlos Ferreira questiona o desaparecimento de promessas eleitorais como “as Termas do Varadouro, a reabilitação das Igrejas do Carmo e de São Francisco, a 2ª Fase da Variante à Cidade da Horta, a melhoria da operacionalidade do Aeroporto da Horta, o complexo desportivo, que até mereceu cerimónia de atribuição do nome Mário Lino, ou 2ª Fase de Requalificação da Escola Básica da Horta, António José de Ávila”, elenca.

O deputado exemplifica a situação atual da referida escola, relembrando que, em 2009, a requalificação da EBI da Horta “serviu de pretexto ao cancelamento da adjudicação da construção do Parque Desportivo da Horta”.

“Mas em 2013, o governo anunciou que as obras decorreriam ainda durante a legislatura de 2012 a 2016, sendo que na Carta Regional de Obras Públicas, o investimento foi agendado para o segundo semestre de 2015. E o Plano para 2020 – o último da legislatura – não tem sequer uma palavra sobre esta escola”, relata.

Entretanto, frisa Carlos Ferreira, “cerca de 600 alunos e toda a comunidade educativa continuam à espera de instalações essenciais ao desenvolvimento do projeto educativo, nomeadamente espaços para atividades desportivas, sala de ensino especial, laboratórios de ciências e espaços ao ar livre”.

“É esta a realidade que vivem os faialenses. E é por isso que a falta de confiança neste governo aumenta a cada ano que passa”, concluiu o social democrata.