Saúde. Metade dos utentes nos Açores não são operados em tempo útil

A deputada do PSD/Açores Mónica Seidi afirmou que metade dos utentes dos hospitais da Região não são operados em tempo útil, o que faz com que as listas de espera para cirurgia “não parem de aumentar”.

“Há cada vez mais açorianos inscritos para uma cirurgia. A lista não para de aumentar e já são mais de 12000 os açorianos em espera. E o mais grave é que só metade dos utentes – cerca de 50% – são operados em tempo útil, ou seja, dentro do tempo máximo de resposta garantido previsto na legislação regional”, afirmou a social-democrata, no debate das propostas de Plano e Orçamento para 2020.

Em causa está, segundo as estatísticas do próprio Governo Regional, o facto de 50 por cento dos utentes do Serviço Regional de Saúde não serem operados dentro dos prazos fixados em legislação e que, no caso da cirurgia geral não prioritária, é de 270 dias.

A parlamentar questionou a Secretária Regional da Saúde sobre a circunstância da “produção cirúrgica efetuada nos hospitais de Ponta Delgada e Horta ter diminuído, pois operaram-se menos doentes em 2018 comparativamente a 2017”.

“Só no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, o maior da Região, operaram-se menos 500 doentes. Porquê, senhora Secretária Regional da Saúde? Urge dar uma resposta atempada aos utentes”, sublinhou.

Mónica Seidi referiu que o Governo Regional “também falhou” na prometida cobertura integral de médicos de família em todo o arquipélago.

“Só na ilha Terceira são cerca de 12 mil os utentes sem médico de família. No concelho de Ponta Delgada são outros tantos, ao contrário do que já foi dito diversas vezes”, frisou.

A deputada do PSD/Açores acrescentou que o Governo Regional “falhou igualmente na resolução do problema da deslocação dos médicos especialistas às ilhas sem hospital”.

“O Governo do Partido Socialista continua sem dar uma resposta adequada aos açorianos que vivem nas ilhas sem Hospital e esperam por uma consulta de especialidade. O Governo continua a deixar milhares de açorianos para trás, que esperam e desesperam”, afirmou.