Escola Antero de Quental. Obra de requalificação é “inadiável”

A deputada do PSD/Açores Maria João Carreiro afirmou que a obra de requalificação da Escola Secundária Antero de Quental é “inadiável”, alegando que estão em causa a “segurança da comunidade educativa” e a preservação de um “património histórico”.

“Este é um edifício classificado como de interesse público, com um vasto e rico património arquitetónico e histórico, que se encontra em estado de degradação. A escola tem uma infestação de térmitas nos tetos – que afeta também o edificado circundante – e as paredes de várias salas e da biblioteca estão visivelmente danificadas”, disse a social-democrata, após uma visita dos deputados do partido ao mais antigo estabelecimento de ensino da cidade de Ponta Delgada.

A parlamentar salientou que estes problemas no imóvel “estão identificados há muito tempo e são do conhecimento do Governo Regional”, bem como a falta de acessos para pessoas de mobilidade reduzida ou a inexistência de um espaço coberto para a prática desportiva.

“Em março de 2018, os deputados do PSD/Açores já tinham chamado a atenção para o facto desta obra ser inadiável. Na altura, o Governo Regional disse que estava a analisar o assunto. Passados 18 meses, o Governo continua a dizer que está a analisar”, frisou.

Maria João Carreiro lamentou que o Governo Regional continue “sem dar uma resposta concreta” para os problemas da Escola Secundária Antero de Quental, cuja estado de degradação justifica uma “intervenção imediata”.

Para a parlamentar do PSD/Açores, exige-se uma “calendarização específica das intervenções a fazer” no estabelecimento de ensino e saber qual o investimento público a efetuar, garantindo-se simultaneamente que as obras “não colidam com o bom funcionamento do ano letivo”.

“E esta não é a única escola esquecida pelo Governo Regional na ilha de São Miguel. As obras da Escola Básica Integrada de Capelas estão paradas há seis meses. Também a Escola Básica Integrada da Lagoa foi esquecida, cujos telhados de amianto deviam ter sido removidos até 2017”, lembrou a deputada social-democrata.