António Ventura garante que votar PSD é fazer ouvir a voz dos Açores em Lisboa

O candidato do PSD/Açores às eleições legislativas nacionais, António Ventura, disse esta terça feira que “votar no PSD é garantir que a voz dos Açores se vai continuar a fazer ouvir em Lisboa”, afirmou.

O social democrata garantiu, durante uma sessão de apresentação dos candidatos terceirenses do PSD/Açores à Assembleia da República, que irá “continuar a fazer ouvir a voz dos Açores, como fiz nestes quatro anos, questionando e acusando os ministros que forem precisos, tudo para defender a nossa Região. Esse é um compromisso mais do que assumido”

Recandidato a um novo mandato na Assembleia da República, António Ventura disse mesmo que vai “continuar a chatear os ministros, sejam eles do PS, do PSD, ou de qualquer geringonça, porque em primeiro lugar estão sempre os interesses dos açorianos”.

O candidato recordou que, “essa nossa postura fez até com que os deputados açorianos do PS, que alinhavam num silêncio cúmplice com o Governo da República, tivessem de reconhecer que havia um défice no que toca às promessas e às medidas para os Açores. E tiveram também de se manifestar”, disse.

António Ventura criticou “o vasto leque de promessas que ficaram por cumprir face à Ilha Terceira. Incumprimentos que contaram com o convénio do governo açoriano, que nem depois de um acordo assinado com a República – em 2016 – as soube fazer honrar”, considerou.

E não hesitou na hora de afirmar que “um novo governo do PS vai levar o país à falência. É um dado histórico, em 1977, o PS era governo e o país foi à falência. Em 1983, o PS era governo e o país foi à falência. E em 2011, o PS era governo e o país foi à falência”, lembrou.

O social democrata recordou que “em 1977 e 83, o primeiro ministro era Mário Soares. Em 2011, o primeiro ministro era José Sócrates e António Costa o seu número dois”, frisou.

“Não tenho dúvidas que, se o PS ganhar as eleições, Portugal irá novamente à falência, ainda mais quando este PS se juntou a uma Esquerda que cria facilitismos e a desresponsabilização da sociedade”, alertou o candidato.

António Ventura sublinhou que, “também historicamente, é depois o PSD, um partido responsável, que vem atrás recuperar o país, ficando como o mau da fota pelas medidas que tem de tomar. Mas eu prefiro ser o mau da fita, do que pôr em causa as próximas gerações”, afirmou.

Presente na apresentação, o presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, fez um apelo ao voto, referindo que “a abstenção tem sido a campeã das últimas eleições, e é preciso que as pessoas se mobilizem para eleger os representantes dos Açores na Assembleia da República, onde o PSD teve um papel predominante nos últimos quatro anos”.

O líder social democrata lembrou o papel “de defesa dos interesses açorianos levado a cabo em Lisboa pelos deputados do PSD/Açores, em contraste com  as promessas que ficaram por cumprir, por parte do governo de António Costa, e que os deputados açorianos do PS nem questionam”, adiantou.

“Falamos da descontaminação dos solos e aquíferos da Praia da Vitória, o PREIT, as novas valências para a Base das Lajes, a Cadeia de Ponta Delgada, o Centro de Defesa do Atlântico, a manutenção do Património do Estado na Região ou dos radares meteorológicos”, referiu.

Também intervindo na sessão, o mandatário local da candidatura do PSD/Açores, José Guilherme Reis Leite, apelou a que “os terceirenses e os açorianos votem com responsabilidade neste domingo”, uma vez que em causa está “o futuro do país, e também da Região, que tem sido desconsiderada pelo governo da geringonça, como demonstraram os vários ministros com o seu desconhecimento das nossas necessidades e da nossa realidade”, referiu

A candidata indicada pela JSD/Açores, Vitória Silva, destacou “a precariedade me que vivem os jovens portugueses e açorianos”, mostrando-se ciente de que “a política de proximidade dos deputados do PSD na República vai servir para colocar na agenda as carências dos nossos jovens, criando condições para que mais voltem à sua terra, depois de concluída a sua formação académica”, defendeu.

E destacou uma das propostas inscritas pela JSD no programa social democrata, nomeadamente “a proposta de que os estudantes universitários açorianos deslocados tenham um teto máximo de 99 euros na aquisição das suas passagens aéreas”, disse.