Partido Socialista “acanhado” perante “afrontas” de António Costa aos Açores

O líder parlamentar do PSD/Açores considerou que o Partido Socialista fica “acanhado” perante “afrontas” de António Costa aos Açores, dando como exemplo as ameaças do Primeiro-Ministro de fazer cortes aos reembolsos das passagens aéreas para residentes.

“O Partido Socialista dos Açores está muito empenhado em defender este Governo da República. Mas fica muito acanhado sempre que o Governo da República afronta os Açores. Uma das afrontas foi a declaração de António Costa sobre o Subsídio Social de Mobilidade, que classificou esse direito dos açorianos como ‘absurdo e ruinoso’”, afirmou Luís Maurício.

O presidente da bancada social-democrata salientou que o PS/Açores e o Presidente do Governo Regional, perante as afirmações de António Costa acerca do Subsídio Social de Mobilidade, “acanharam-se e foram incapazes de defender os interesses da nossa Região”.

“O Primeiro-Ministro disse que o Subsídio Social de Mobilidade é ‘absurdo e ruinoso’. E o que fez o PS/Açores? Deu razão a António Costa”, sublinhou.

O líder parlamentar do PSD/Açores lembrou que se “sucedem as ameaças do governo socialista da República em relação ao Subsídio Social de Mobilidade”, dado que em maio de 2018 já o Primeiro-Ministro se tinha queixado da despesa com aquele direito dos açorianos.

“E na semana passada, o Primeiro-Ministro António Costa voltou ao assunto, desta vez com uma ameaça bem direta: ‘tomem lá o dinheiro pago pelo Estado em 2017 e governem-se. Se não for suficiente, os açorianos hão-de pagar o resto’”, frisou.

Segundo Luís Maurício, “o PSD/Açores não aceita quaisquer cortes no número de viagens, horários ou quaisquer outros limites aos reembolsos dos passageiros açorianos”.

O presidente da bancada social-democrata acrescentou que este é um dos vários exemplos da “política de fingimento” a que o Partido Socialista dos Açores se submeteu perante o atual Governo da República.

“O Governo da República finge que dá. O Governo Regional finge que recebe. O processo do novo Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada é um exemplo – um mau exemplo – dessa política de fingimento”, disse.

Luís Maurício recordou que o Governo da República do PS “passou quatro anos a fingir que estava a fazer alguma coisa”.

“Vários governantes vieram do Terreiro do Paço aos Açores para anunciarem concursos públicos, projetos e estudos. Resultado: a promessa de uma nova cadeia ficou soterrada debaixo de milhares de toneladas de bagacina, num terreno que o Governo Regional cedeu para alinhar neste imenso faz-de-conta”, frisou.

O líder parlamentar do PSD/Açores lembrou também que, relativamente à segurança das populações, o Governo da República do Partido Socialista “passou quatro anos a anunciar o reforço efetivo do número de agentes da PSP nos Açores, mas não cumpriu”.

“Pelo contrário, nestes quatros anos verificou-se o encerramento de esquadras da polícia à noite por falta de agentes em alguns concelhos e a suspensão temporária do Programa ‘Escola Segura’ da PSP”, recordou.

Luís Maurício referiu ainda que também a Universidade dos Açores foi “vítima da indiferença” com que o Governo da República do PS “tratou grande parte dos assuntos relativos à Região”.

“Este Governo da República comprometeu-se a fazer um estudo com vista à majoração do financiamento para as universidades dos Açores e Madeira. Nada aconteceu. O Governo da República finge que dá. O Governo Regional e o PS/Açores fingem que recebem”, afirmou.

O presidente da bancada social-democrata concluiu dizendo que a “incapacidade do Governo Regional, para defender os Açores perante um governo da mesma cor em Lisboa, fica provada com a proposta socialista de criação de um Conselho de Concertação com as Autonomias Regionais”.