Descontaminação. António Ventura critica e questiona silêncio da República

O candidato do PSD/Açores à Assembleia da República, António Ventura, criticou hoje o silêncio oficial sobre a descontaminação dos solos e aquíferos da Ilha Terceira, e quer “saber o que, de facto, já foi feito. É preciso saber se existiu um plano de descontaminação, com quantificação financeira e planeamento”, avançou.

“Estamos no fim da Legislatura e, tanto o governo da República como o governo regional devem pronunciar-se sobre a Resolução da Assembleia da República n.º 129/2018, que visava promover essa descontaminação total, e que resultou de seis iniciativas parlamentares, ou seja, partiu de seis partidos políticos diferentes”, diz o social democrata.

“Mas é preciso que isto não seja apenas uma encenação, quer do PS quer dos dois governos, que devem prestar contas aos terceirenses e a todos os açorianos sobre o que foi feito e o que falta fazer”, afirma António Ventura.

“Temos assistido, nesta matéria, a um silêncio comprometedor dos dois governos. A questão é saber porquê? O que escondem?”, questiona o candidato do PSD/Açores.

Para Ventura, a Base das Lajes é, “acima de tudo, um tema de Estado, que o governo regional tem de ter na agenda política. Aliás, ambos os governos deviam pronunciar-se sobre as chamadas novas valências para a Base das Lajes, que foram muito publicitadas, mas das quais, até agora, nada existe”, sublinhou.

“Para nós, este tema [Base das Lajes] estará, como esteve nos últimos quatros anos, sempre na agenda política da Assembleia da República”, garante o social democrata.

António Ventura assegura que “o assunto não vai morrer, e continuaremos a insistir nos debates parlamentares, questionando diretamente os ministros envolvidos”.

O candidato assume ainda que, “para os próximos quatro anos, pretendemos criar um Grupo de Trabalho Parlamentar, especificamente para acompanhar o processo, e no encontro de soluções para a Base das Lajes”, concluiu.