Reforçar Comissões para Dissuasão da Toxicodependência “é crucial” para combater fenómeno

O deputado do PSD/Açores Carlos Ferreira afirmou que a criação de Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência em todas as ilhas e reforçar os meios das mesmas “é crucial” para combater o fenómeno na Região.

“É crucial criar Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência em todas as ilhas, garantir a formação adequada dos membros das comissões para o exercício das complexas competências que lhes estão atribuídas e assegurar os recursos materiais e financeiros necessários ao funcionamento daqueles organismos”, afirmou o social-democrata.

Carlos Ferreira falava à margem dos Comissão de Assuntos Sociais do parlamento regional, que começou esta terça-feira a analisar o projeto de resolução do PSD/Açores que visa a melhoria das condições de trabalho e o aumento da eficácia da atuação das Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência.

O deputado social-democrata salientou que estas comissões “desempenham um papel relevante no campo da dissuasão de comportamentos aditivos e encaminhamento de dependentes para tratamento, cuja ação o PSD/Açores se propõe aperfeiçoar”.

“As comissões para a dissuasão da toxicodependência têm um papel central no regime legal em vigor e não podem continuar a ser tratadas como organismos de segunda. A sensibilidade do fenómeno das dependências e as potencialidades do trabalho que as comissões podem desenvolver justificam plenamente o investimento no seu funcionamento”, disse.

Para o parlamentar do PSD/Açores, “considerar que não se justifica a existência de comissões em todas as ilhas é desvalorizar o fenómeno da toxicodependência na Região”.

Além da criação de Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência em todas as ilhas, a iniciativa legislativa dos social-democratas introduz ainda a possibilidade de existência de uma equipa de apoio técnico para auxiliar o funcionamento das comissões.

Carlos Ferreira destacou ainda a necessidade de implementação de “metodologias de proximidade e de conhecimento da realidade local”, com o objetivo de “incrementar a eficácia do trabalho de prevenção e dissuasão”.

“A falta de acompanhamento que muitas vezes se verifica é um dos fatores que dificultam a obtenção de melhores resultados no combate às dependências”, concluiu.