Mobilidade elétrica. Opções do Governo revelam falta de credibilidade na matéria

A deputada do PSD/Açores Catarina Chamacame Furtado disse que as opções do Governo Regional na estratégia para a implementação da mobilidade elétrica no arquipélago “revelam falta de credibilidade na matéria”, acusando o executivo “de fazer anúncios que não chegam a concretizar-se”.

A social-democrata referiu-se “a notícias e anúncios, que surgem em datas diferentes ao longo dos últimos dois anos, mas que têm praticamente o mesmo conteúdo”, sendo que o PSD/Açores já chamou à atenção para “a necessidade de uma atuação concertada e efetiva em matéria de mobilidade elétrica na Região”, sublinhou Catarina Chamacame Furtado.

“Nós não somos contra a mobilidade elétrica, antes pelo contrário”, adiantou a social-democrata, explicando que “somos é contra as sucessivas notícias e os sucessivos anúncios. E contra uma estratégia que nada tem acrescentado ao que já existe”, afirmou.

“É o que se passa com o Plano para a Mobilidade Elétrica nos Açores (PMEA), que afinal não estará fechado, até porque havia um programa que ia agregar várias medidas, mas que não vai avançar”, lembrou.

“Nós somos contra medidas atabalhoadas, que é o que tem feito a tutela como o desígnio da mobilidade sustentável de base elétrica, sobretudo no setor dos transportes terrestres”, considerou Catarina Chamacame Furtado.

E lembrou o Plano e Orçamento para 2017, “onde, apesar da mobilidade elétrica ser um dos grandes pilares estratégicos apregoado continuamente pelo governo, ficaram por executar 250 mil euros, ou seja, a totalidade da dotação daquele ano. 0% de execução”, adiantou.

“As mesmas promessas, os mesmos anúncios, e a mesma ladainha, têm-se repetido várias vezes nos últimos dois anos, quando de facto se fez pouco”, insistiu Catarina Chamacame Furtado.

“Foi assim com os sistemas de incentivos regionais, anunciados em 2017, para existir, garantidamente naquele ano. Terminado o primeiro semestre de 2019, ainda não viram a luz do dia”, acrescentou.

A deputada lamentou que o Governo Regional tenha “desperdiçado o PMEA de 2011, “que custou aos cofres da Região mais de 170 mil euros, já que apresentou no final de 2018 um novo Plano, e fê-lo sem aprender com os erros”.

“É que nem sequer existe articulação entre os objetivos estratégicos presentes no PMEA e na Estratégia para a Implementação da Mobilidade Elétrica nos Açores”, sublinhou a parlamentar: “Ou seja, é quase certo que o PMEA de 2018 será mais um Plano Regional de gaveta, disse”.

Os social-democratas abstiveram-se na votação e Catarina Chamacame Furtado lamentou que “não se tenham atingido quaisquer objetivos entre as opções estratégicas e políticas em matéria de mobilidade sustentável de base elétrica nos Açores. Essa é a realidade que temos”.