A deputada do PSD/Açores Mónica Seidi considera que os jovens açorianos que integram o Programa Estagiar U no arquipélago “estão a ser duplamente penalizados pela redução da carga horária e pela redução da remuneração compensatória que lhes foram impostas pelo Governo Regional”, naquele que é muitas vezes “o primeiro impacto que têm com a realidade laboral”.
A social-democrata falou após a reunião da Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho (CAPAT) do parlamento regional, onde adiantou que o projeto de resolução do PSD/Açores assenta “em apelos de vários jovens açorianos, que nos procuraram, revoltados com as alterações que lhes foram praticamente impostas, e que os apanharam de surpresa, isto face ao Estagiar U”, disse.
“Pretendemos que esse programa voltasse aos seus moldes iniciais, mas infelizmente o governo não quer que isso aconteça, preferido prejudicar esses mesmos jovens”, criticou Mónica Seidi.
A proposta do PSD/Açores visa também “uma fiscalização mais intensa do Programa Estagiar, de forma a salvaguardar os direitos dos jovens trabalhadores nele inseridos”, referiu a deputada, sublinhando que “o facto de não termos acesso aos números oficiais de participação no programa Estagiar tem dificultado o nosso trabalho”.
“O governo deve, obrigatoriamente, tornar públicos esses dados, nomeadamente o número de jovens abrangidos, o número de jovens que depois são contratados pelas entidades, assim como quantos são os participantes no Estagiar L e Estagiar T que, findo o programa, ficam sem trabalho”, avançou Mónica Seidi.
“Estamos a falar de uma região com um número muito grande de jovens sem formação e sem emprego, pelo que seria importante encontrar novas respostas para, realmente, ajudar esses jovens a progredir no mundo laboral”, defendeu a parlamentar.
Mónica Seidi disse ainda que “é preciso compreender em que meio estão inseridos esses jovens, e em que áreas podem ter mais hipóteses de sucesso e onde a criação de emprego possa ser sustentável”, explicou, acrescentando que o PSD “pediu pareceres a todas as associações de juventude da Região, nesse sentido. Pois é a esses jovens que tudo diz respeito e é preciso saber o que pensam e querem ver alterado, que não tem de ser o mesmo que pensa o governo regional”, concluiu.

