Demo-quê? – Opinião de João Bruto da Costa

Uma pessoa minimamente sã, de princípios e racionalidade, não pode compreender que, perante o desastre de 2019 que está a ser o início da operação de transportes nos Açores, não tenha já caído o governo.

Assim, sem pôr nem tirar. Qualquer democrata, de uma democracia que se merece e contempla, é incapaz de compreender que quando ocorrem fenómenos de massiva incompetência, não seja o próprio presidente do governo a assumir que falhou o governo no seu todo, tendo em conta a avalanche de consequências que o desastre do modelo de transportes implica para o povo que se governa.

É assim, e admitir menos do que isso não é democracia.

Já nem vale a pena “cramar” pelo quarto de século que um mesmo partido no governo significou para o modelo de governação que se implementou e que resultou na promoção da incompetência.

Também de pouco servirá a vitimização individual, porque o problema é sistémico e não deste ou daquele protagonista, seja ele o presidente ou subalterno do regime.

É mesmo uma questão de sanidade democrática, coisa que, infelizmente, não existe.