O PS dos Açores agarrou-se à ideia de unicidade em torno do seu candidato à Europa com um fervor que remonta à sua pré-via açoriana, quando não tinha deputado europeu e a sua exclusiva obsessão era o PSD/Açores.
Numa autêntica lambuzice política almejam em surdina um domínio total da vontade dos açorianos, apelando à orfandade gerada com a exclusão de outro representante dos Açores na Europa.
Esta é a verdadeira genética dos socialistas açorianos: tudo o que possa prejudicar o adversário é útil e deve ser aproveitado.
Mesmo que isso signifique menos democracia, menos autonomia e menos Açores.
Esta postura, ainda que democraticamente aceite, prova que um círculo eleitoral dos Açores e Madeira para o parlamento europeu obriga a mais do que um representante para cada região.
E se esse preço tem peso na geometria eleitoral, o país não pode deixar de fazer a sua parte em defesa de mais representatividade na Europa.
Apesar das excitações absolutistas, saudamos a necessidade de mais do que um representante dos Açores na Europa.

