Skip to main content

Marco Costa, deputado do PSD/Açores, considera que a necessidade de novas políticas de habitação na Região “confirma o falhanço do Governo e do PS no crescimento económico das famílias, num reflexo claro da forma como os Açores foram geridos nos últimos 22 anos”, afirmou.

“Quando falamos de habitação nos Açores, as nossas palavras são de solidariedade para com as famílias açorianas, e de preocupação para com os nossos jovens”, considerou, porque “o governo não tem conseguido ir ao encontro das suas necessidades”, referiu, em plenário da ALRAA.

Para Marco Costa, “cinco decretos legislativos (DLR), diversos programas e réplicas depois, e continuam os mesmos problemas. Porque existem mais pobres nos Açores”, aferiu.

“E são esses pobres que o governo continua a utilizar para encher salões e cerimónias, para em tom de esmola lhes entregar chaves de casa, sem resolver os seus problemas”, criticou.

“Esses atos não são política social, são de humilhação de açorianos”, disse Marco Costa.

“Muitas destas famílias são as mesmas que, no passado, também receberam apoios. E o mínimo que o governo lhes devia dirigir era um pedido de desculpas, pois ao fim de 20 anos não conseguiu elevar os seus níveis de rendimento, nem lhes ofereceu futuro”, adiantou o deputado.

“São essas famílias que continuam a engrossar as estatísticas de aumento do RSI, e das restantes contribuições de carência social que, só em 2017 cresceu para 228 agregados”, contabilizou.

“Esse aumento de verbas responde a situações de emergência social, mas também significa o julgamento mais real do falhanço. E prova que foi o governo a aumentar o número de famílias em situação de pobreza nos Açores”, alertou.

“20 anos depois, o governo anuncia mais um DLR para 2019, desta vez para o arrendamento, e diz que agora é que é”, cita o deputado, explicando que a tutela “avança estas medidas para fixar jovens nas suas ilhas de origem, quando o que observamos são jovens a não voltar”, diz Marco Costa.

“Temos 70% dos jovens em precaridade laboral, o que é grave porque estamos a hipotecar a gerações futuras. E até em termos demográficos estamos a condicionar as famílias e a esvaziar muitas das nossas ilhas”, lamentou.

“Este governo continua a querer apostar em habitação social e não tem uma política social de habitação”, afirmamos, aqui, há dois anos.

“Hoje confirma-se que há cada vez mais famílias em falência económica, também na área habitacional, porque o Governo falhou. Mesmo se o nega, mas foi este governo que deixou açorianos para trás”, acrescenta.

O deputado do PSD/Açores defendeu uma política de intervenção das famílias, “nos seus objetivos de qualidade de habitação, envolvendo-as na solução dos seus problemas habitacionais”.

“Como também defendemos a implementação de um programa de auto construção e auto remodelação”, sendo ainda “urgente implementar um programa de arrendamento jovem, que complemente as necessidades dos jovens deslocados e lhes permita uma aposta real de emprego”, avança Marco Costa.

“Devem ainda ser estudadas todas as alternativas que proporcionem a criação de linhas de crédito para a aquisição de habitação para Jovens em início de atividade profissional, mas também na vertente de reabilitação do edificado”, propôs.

Marco Costa confirmou que o PSD/Açores está disponível “para colaborar em políticas proativas de habitação, mas não para políticas reativas e de correção de erros dos próprios, como é esta proposta de orçamento”, um documento que é “mais do mesmo”, reforçou.

“Este orçamento é a receita que conduziu os Açores aos altos patamares de pobreza em que se encontra”, portanto “não serve os açorianos”, concluiu.