O presidente do PSD/Açores considerou que o modelo de financiamento para as IPSS e Misericórdias dos Açores “não é o mais adequado”, afirmando que “a única maneira dessas entidades suportarem os encargos financeiros cada vez maiores que têm, é aumentando os apoios governamentais, redistribuindo de forma mais equitativa o orçamento da Segurança Social nos Açores, reivindicando mais dinheiro do Orçamento do Estado para esse efeito”.
Alexandre Gaudêncio falava após uma reunião com os responsáveis pela UGT/Açores, inserida na auscultação à sociedade civil, à população e aos militantes do partido, que o líder social-democrata está a fazer tendo em vista a proposta de Plano e Orçamento (PO2019) da Região.
Para o líder social-democrata, as Misericórdias dos Açores “têm hoje de fazer um esforço enorme nas contribuições pagas por cada trabalhador para a Segurança Social”, sendo que “a Taxa Social Única nunca foi tão elevada”, frisou.
“Infelizmente, as atualizações que têm sido feitas pelo Governo Regional aos apoios pagos às Misericórdias revelam-se manifestamente insuficientes face às reais necessidades das instituições”, explicou.
“E esse garrote financeiro impede as Misericórdias de atender às justas reivindicações dos seus funcionários, que hoje se encontram em greve. E é aqui que deve entrar o Governo Regional”, considerou.
Segundo Gaudêncio, “há soluções para que se faça justiça perante os trabalhadores das Misericórdias, até porque no próximo ano, o Governo Regional – que é da mesma cor política do Governo da República – vai receber uma verba superior a 100 milhões de euros da Segurança Social nacional”.
Assim, “em 2019, o Governo Regional terá dinheiro mais do que suficiente para aumentar os apoios a estas instituições, garantindo a revalorização das carreiras profissionais dos seus trabalhadores”, afirmou.
Alexandre Gaudêncio partilhou ainda “o reconhecimento do PSD aos funcionários das IPSS e das Misericórdias dos Açores, pelo seu trabalho”, ressalvando que as entidades públicas “devem, efetivamente, garantir que estas instituições e os seus trabalhadores tenham todas as condições para ajudar quem mais precisa”.

