O PSD da Ribeira Grande respondeu ao comunicado dos vereadores do PS na autarquia, que votaram contra o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2019, explicando que “as referências feitas ao aumento das taxas da água e resíduos são falsas”, uma vez que “a revisão do tarifário em questão emana de uma recomendação da Entidade Reguladora de Serviços de Aguas e Resíduos dos Açores (ERSARA)”, adiantam.
O assunto em causa foi retirado da reunião de ontem por proposta do presidente da autarquia, Alexandre Gaudêncio, sendo que será discutido em futuras reuniões de trabalho com os vereadores do PS – por sugestão do presidente da câmara, aceite pelos vereadores do PS -.
O PSD local lamenta que os vereadores do PS, “em vez de apresentarem soluções para o Plano e Orçamento – como sugerem que o PSD faça noutras situações – se tenham limitado a votar contra aquele que é um aumento de 10% na globalidade do orçamento anual, e que prevê o desenvolvimento sustentável do concelho. Como de resto se tem vindo a assistir desde que este executivo camarário tomou posse”, afirmam.
Segundo a concelhia presidida por Carlos Anselmo, a Câmara Municipal preocupa-se “com a obrigatoriedade de cumprir as recomendações emanadas da ERSARA pois, apesar dessa designação, têm carater vinculativo, na medida em que a entidade reguladora, para efeitos de apreciação de projetos candidatáveis a fundos comunitários, tem em conta a sua aplicação”, explicam.
“Acresce dizer, até para esclarecer o desconhecimento dos vereadores do PS, que essa recomendação terá que ser implementada até 2020”, acrescentam.
Mais explicam que “o documento retirado da reunião de câmara tinha por base a aplicação do coeficiente mínimo possível”, sendo que a câmara tem natural atenção “ao impacto financeiro que a implementação destas medidas poderá causar nos munícipes”.
Os social-democratas da Ribeira Grande lamentam mais esta posição dos vereadores do PS, “que apenas se preocupam em acusar sem fundamento, hipotecando até o futuro do concelho no que toca a candidaturas a fundos comunitários”, concluem.

