Governo nega danos que afetam segurança e operacionalidade do Porto da Horta

Carlos Ferreira, deputado do PSD/Açores eleito pelo Faial, defende que os investimentos previstos para o Porto da Horta têm que projetar o Porto para o futuro e incluir a ampliação da marina, a requalificação das instalações do clube naval, a capacitação para acostagem de cruzeiros de maior dimensão e a dotação de infraestruturas para reparação e manutenção naval que transformem o Porto numa zona de invernagem do Atlântico.

Carlos Ferreira, deputado do PSD/Açores eleito pelo Faial, defende que os investimentos previstos para o Porto da Horta têm que projetar o Porto para o futuro e incluir a ampliação da marina, a requalificação das instalações do clube naval, a capacitação para acostagem de cruzeiros de maior dimensão e a dotação de infraestruturas para reparação e manutenção naval que transformem o Porto numa zona de invernagem do Atlântico.

A posição foi assumida na audição, agendada por iniciativa dos deputados do PSD/Açores, ao secretário regional dos Transportes e Obras Públicas, Vítor Fraga, na Comissão de Economia, na qual Fraga garantiu que o procedimento lançado em setembro passado corresponde às necessidades do Faial.

O deputado do PSD/Açores alertou o executivo regional para a necessidade de pensar os investimentos no Porto da Horta e de envolver os operadores portuários, “para que qualquer intervenção não cause prejuízos ainda maiores do que aqueles que foram provocados pela diminuição do comprimento e alteração do ângulo de orientação do cais do molhe norte”.

Carlos Ferreira considera que as declarações do secretário regional demonstram que “o Governo não reconhece os erros graves cometidos no molhe norte do Porto, que afetam de forma significativa a bacia sul e obrigam as embarcações a procurar abrigo fora do Porto da Horta”, como mostram as fotografias que o deputado fez questão de entregar ao secretário regional durante a audição.

“Saímos desta audição tão ou mais preocupados do que quando entramos. Apesar do Governo declarar que está sempre disponível para o debate, na verdade depois não ouve ninguém”, afirmou.

“O Governo não reconhece os erros que cometeu e, não reconhecendo os erros cometidos, entende-se que não está disponível para procurar soluções para anular os danos causados”, acrescentou.

O parlamentar do PSD/Açores eleito pelo Faial explica que a anteceder o pedido de audição a Vítor Fraga esteve uma série de contactos mantidos com as associações de pescadores, com o Clube Naval da Horta, com empresas ligadas ao setor marítimo-turístico e com a Portos dos Açores.

Desses contactos saiu a preocupação do PSD/Açores com as decisões unilaterais tomadas pelo executivo açoriano para aquele porto, explica.

“O Governo está disponível para encontrar soluções para anular os danos causados? Parece que o senhor secretário está a ficar desagradado com estas questões, mas o mais importante é garantir que os investimentos são feitos para melhorar a vida das pessoas e a economia das ilhas”, insistiu na audição.

Carlos Ferreira lamentou que as intervenções prometidas há vários anos pelos governos do PS estejam excluídas do projeto do Governo para o Porto da Horta e reforçou que o projeto tem que valorizar e potenciar as suas condições naturais privilegiadas, correspondendo às necessidades da ilha do Faial e dos Açores.