Bruno Belo desafia Governo a “não deixar as Flores para trás”

Bruno Belo acusou o Governo regional de deixar as Flores para trás a cada Plano e Orçamento que o executivo faz aprovar na Assembleia Legislativa dos Açores.

Em causa, explica o deputado do PSD/Açores eleito pelas Flores, está a perda de população na ilha nos últimos anos sem que o Governo tenha sido capaz de travar esta tendência que pode vir a agravar-se, se nada for feito.

“A ilha das Flores sofre uma constante diminuição da sua população. Só de 2001 para 2011 passou de 3995 residentes para 3791 residentes. Os sucessivos Planos não foram capazes de gerar na ilha condições de fixação das gerações mais novas”, afirmou Bruno Belo no debate do Plano e Orçamento para 2017.

O deputado do PSD/Açores sublinha que os documentos orçamentais aprovados seguem a política seguida pelos sucessivos governos socialistas nos últimos anos, com as consequências evidentes, e denuncia os casos de jovens que regressando à ilha, depois saírem para obter valorização académica, têm pouco mais que um estágio profissional ou um programa ocupacional à espera.

“Onde estão as medidas para estimular a fixação de jovens? Sabemos que os empregos não se criam por decretos, mas como acreditar num governo socialista que Plano após Plano foi incapaz de criar núcleos de geração de riqueza capazes de serem geradores de empregos e, em vez disso, tenha preferido subsidiar a pobreza”, questionou.

“Ilhas com uma economia frágil necessitam de medidas positivamente discriminatórias e objetivas. Standardização não é coesão”, acrescenta.

O deputado do PSD/Açores pediu ainda um esclarecimento ao Governo sobre o Plano Estratégico para a Coesão dos Açores (PECA), aprovado pelo executivo em 2011, em São Jorge. “Prova de que o Governo não acredita em ilhas como as Flores é o PECA. Onde estão implementadas as conclusões desse plano? Quais os resultados práticos desse plano?”.

Bruno Belo desafiou, por isso, Vasco Cordeiro a “acreditar nas Flores”, lembrando que os florentinos “já deram provas da sua resiliência e de que acreditam no futuro da sua ilha e da sua Região”.

“Para restituir a dignidade indispensável a todos é urgente reequilibrar o espaço regional, promovendo o desenvolvimento de cada ilha como pressuposto e condição que é do próprio desenvolvimento regional”, acrescentou.