Mérito e transparência devem presidir ao funcionamento da administração pública

O candidato do PSD/Açores a presidente do governo defendeu que “o mérito é a medida exata” que deve presidir na escolha de quem trabalha e ocupa cargos na administração pública.

“Só uma administração pública cada vez mais profissional e afastada dos interesses partidários garantirá um quadro estável de progresso e de combate ao clientelismo e patrocinato”, afirmou Duarte Freitas, no jantar de abertura da Universidade de Verão da JSD nacional, que decorreu em Castelo de Vide.

“A bem da confiança no sistema”, o líder dos social-democratas açorianos defendeu que se “definam muito bem, e que se enumerem, o que são cargos de confiança política e cargos administrativos de cariz eminentemente técnico”.

“O recrutamento e progressão na carreira para quem ocupa cargos administrativos devem assentar em critérios objetivos de qualificação e de mérito”, considerou.

Para Duarte Freitas, a administração pública “deve zelar pela burocracia do Estado de forma competente e isenta, tratando os cidadãos sem discriminações”.

Em relação aos cargos de eleição ou confiança política, o presidente do PSD/Açores sublinhou que “serão escolhidos e escrutinados pelos cidadãos e pela opinião pública e avaliados em eleições, durando enquanto decorre o mandato”.

“É esta separação de águas que permitirá restabelecer a confiança e aumentar a eficiência da administração do Estado”, frisou.

O candidato do PSD/Açores a presidente do governo sublinhou que a governação socialista na Região ao longo dos últimos 20 anos provocou um “baixar das guardas”, gerando “conivências” que “desvirtuam” uma boa governação.

“Nos Açores, 20 anos de regime socialista provocaram o baixar das guardas da defesa da verdadeira representação democrática, da defesa do Estado de Direito, da igualdade de oportunidades e de equidade”, afirmou.

Segundo Duarte Freitas, “o ser humano e os grupos sociais, sejam eles quais forem, ao fim de 20 anos geram conivências e proteções recíprocas que desvirtuam a procura do bem comum e a boa governação”.

“A genética leva ao favorecimento da família. A amizade e a troca de favores levam ao compadrio. E a corrupção corrói as instituições. Estes fatores aliados retiram o foco dos governos da sua missão principal que é trabalhar para o bem comum e governar com justiça e equidade”, salientou.

O líder dos social-democratas açorianos acrescentou que está envolvido num “combate”, em busca da “renovação e do fortalecimento” da sociedade, da economia e da democracia dos Açores.

“Conto com a ajuda de todos neste combate em que o PPD/PSD se envolve nos Açores em favor de uma causa maior”, concluiu.