A Cáritas Diocesana prestou, em 2015, apoio a mais de 4 mil pessoas carenciadas de alimentos, vestuário, habitação e medicamentos.
Só em 2015, surgiram mais 537 casos de pobreza a que a Cáritas socorreu.
Segundo o Padre Duarte Melo, presidente da Comissão do Serviço Diocesano da Pastoral Social dos Açores, “somos uma região que multiplica pobres”.
O Rendimento Social de Inserção serve de apoio a 7,8% da nossa população; ou seja, quatro vezes mais do que acontece no país no seu todo.
É um verdadeiro flagelo que estamos a viver nos Açores. Não há obra megalómana nem festa subsidiada que consiga esconder o estado de pobreza em que vivem dezenas e dezenas de milhares de famílias açorianas.
Passados tantos anos de governação autónoma e depois de recebermos mais de 7 mil milhões de euros da União Europeia e do orçamento do estado, nos últimos 15 anos, continuamos a “multiplicar pobres”.
Se continuarmos a assentar a nossa vivência comunitária em pressupostos que não se fundamentam numa estratégia política de desenvolvimento económico, de criação de riqueza e de postos de trabalho, vamos continuar a “multiplicar pobres”.
Porque há quem alimenta e se alimente desta pobreza!

