A situação financeira do Serviço Regional de Saúde é, deveras, má.
São os 845,7 milhões de euros de dívida e os 300 milhões de responsabilidades financeiras que o dizem. São as listas de espera, de meses e anos, para consultas ou intervenções cirúrgicas que o confirma.
A dívida do Serviço Regional de Saúde está a limitar reembolsos, a eliminá-los em exames médicos e a reduzir apoios na deslocação de doentes.
O Tribunal de Contas afirma que o setor da Saúde apresenta “um elevado desequilíbrio da exploração e endividamento … com consequências objetivas em termos de risco orçamental para a Região”.
A Oposição tem vindo a sugerir um acordo com o Estado para a Saúde se financiar a juros mais baixos.
Quem não o quer ver, é que tem estado a governar o Serviço Regional de Saúde há 20 anos.
Perante os alertas do Tribunal de Contas, da Oposição e de alguma comunicação social, o Partido Socialista copia a atitude dos seus camaradas venezuelanos. E manda o seu atual porta-voz dizer que a culpa é da Oposição e do governo da República. Só faltou vestir-lhe de uniforme azul-bandeira, com milhafre, estrelinhas e tudo, e culpar os americanos, para que a imitação de Nicolás Maduro fosse quase perfeita.
Vinte anos é muito tempo!

