Ricardo Rodrigues não tem paciência para ser autarca
Os vereadores do PSD de Vila Franca do Campo votaram contra o Plano e Orçamento da Câmara Municipal para 2016, por ser um Orçamento que não traduz a distribuição justa dos recursos da autarquia.
Este é o terceiro Orçamento apresentado por este executivo municipal. Abstivemo-nos nos dois anteriores como declaração de cooperação e boa vontade, a bem de Vila Franca do Campo.
Desta vez, decidimos votar contra.
Votar contra a inoperância e falta de capacidade para resolver os problemas reais dos munícipes no dia-a-dia, reforçando o apoio às freguesias e ao Fundo de Emergência Social.
A maioria das promessas socialistas continuam sem cumprimento à vista, excetuando o recurso a programas governamentais que garantem subsistência a cerca de uma centena de pessoas.
Com a desculpa de que não há dinheiro, de orçamento em orçamento a situação global do concelho degrada-se.
As seis freguesias do concelho apenas recebem da Câmara Municipal globalmente 30.000 euros anuais e o Fundo de Emergência Social apenas dispõe de 50.000 euros anuais. Por outro lado está alugado pela Câmara Municipal no Parque Industrial um armazém que até à data para pouco ou nada serve, por 3.500 euros mensais, 42.000 euros por ano.
As avenças da Câmara Municipal, prestações de serviços e aquisições remontam a 187.000 euros. As despesas correntes da autarquia são elevadíssimas e remontam a mais de dois milhões e 500 mil euros.
Verifica-se que a desculpa de que não há dinheiro apenas serve quando dá jeito, porque quando querem sabem sempre onde recorrer e o dinheiro aparece.
Concordamos que seja feita a estrada alternativa em Ponta Garça, que é de facto uma necessidade urgente e que foi apresentada pelo executivo camarário há cerca de um mês naquela freguesia, mesmo sabendo o Presidente da Câmara que muito provavelmente não será aprovada pela União Europeia.
A isto chama-se iludir as pessoas. Promete-se, apresenta-se, sabe-se que provavelmente não será feito e no fim limpam-se as mãos da culpa, porque poderá sempre dizer que tentou e a União Europeia é que não deixou. Se estivermos enganados e a estrada for feita, a bem de Ponta Garça, ficaremos muito satisfeitos.
Concordamos com o alargamento do parque industrial e com a requalificação da Avenida Vasco da Silveira, projetos financiados por Fundos Europeus.
Não estamos contra qualquer projeto que sirva melhor a população e desenvolva Vila Franca do Campo, com recurso a esses fundos.
Estamos sim contra a distribuição desigual dos restantes recursos disponíveis para a gestão corrente do Município.
A juventude de Vila Franca está esquecida e a atividade desportiva ao abandono.
Por termos as taxas municipais todas no máximo, fruto do reequilíbrio financeiro e agora também do Fundo de Apoio Municipal, é nossa convicção que os recursos disponíveis têm ser rigorosamente distribuídos e bem aproveitados, de forma a tentar, em algum grau, aliviar os Vilafranquenses.
Este orçamento é o espelho da falta de paciência que Ricardo Rodrigues tem para ser autarca.
A Presidente da Comissão Política Concelhia de Vila Franca do Campo,
Sabrina Furtado

