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Já por várias vezes aqui defendi a SATA como um dos grandes ativos da região. Fundada por açorianos e de capital açoriano, a SATA foi e é um importante instrumento de política económica dos açorianos e para os açorianos. Porém essa defesa não pode ser feita a qualquer custo, há um limite para tudo. Começa a ser difícil explicar o absurdo.

O que se tem passado nos últimos dias tem sido uma vergonha para todos, mas quem sai muito mal na “fotografia” é o Governo Regional dos Açores. Não é aceitável o que se passa! Voos atrasados, itinerários quem fazem lembrar os comboios que param em todos os apeadeiros e, sobretudo, a humilhação de grande parte da população não é digno da condição de povo insular. O que se passa no grupo central é uma vergonha que deve fazer corar o mais vermelho dos cidadãos.

Após inúmeras interferências na gestão e o acumular de dívidas por parte do Governo Regional, a SATA chega ao mercado liberalizado, onde enfrenta titãs, muito frágil e sem grandes hipóteses de competir e de servir os cidadãos. Imagine-se a ser um instrumento de política económica! Em poucos anos a instrumentalização política pode ter posto em causa o que gerações construíram.

Pode ainda não ser tarde, se houver um consenso regional para salvar a companhia açoriana de bandeira ainda é possível continuarmos a ter o nosso meio de transporte. Exige-se uma acção comum entre todos, além do governo é fundamental envolver todos os partidos políticos e os trabalhadores, que vão ter que perceber de uma vez por todas que o mundo mudou e que os seus lugares começam a estar definitivamente em risco.

Talvez com o esforço de todos seja possível!