Por todo o mundo, académicos e políticos interrogam-se sobre o rumo das sociedades. O maior desafio dos próximos tempos é o de restaurar a governação das nações, das regiões. Seja através das ideias e das escolhas, ou, então, pela força, como chega a ser advogado.
Os países que conseguirem estabelecer uma “boa governação” terão a oportunidade de oferecer um nível de vida decente aos seus cidadãos. Os que não o conseguirem estarão condenados ao declínio, à disfunção.
A mudança é uma exigência. Os recursos são cada vez mais exíguos, as alternativas credibilizam-se e há uma oportunidade de fazer melhor.
As sociedades mais desenvolvidas são fruto de uma mudança persistente. A passividade é inimiga da descoberta.
As governações prolongadas levam à passividade, à deterioração, ao desleixo, à má governação da coisa pública.
O Leviatã de Hobbes já nos oferecia soluções, no seculo XVII: contra a anarquia dos instintos humanos, um governo forte. Mas foram as revoluções americana e francesa que inspiraram o progresso. Com governos onde o mérito e a responsabilidade reinassem.
Cá por casa, a filiação sobrepõe-se ao mérito. E a mentira à responsabilidade. Reinando a impunidade.

