O PSD realizou o seu congresso no passado fim de semana na cidade da Ribeira Grande. Foi um evento mediático e de excelente qualidade, a participação dos congressistas foi dinâmica e muito participada, assistimos a mais de oitenta intervenções. O partido saiu, ainda mais, unido sem que se tenha ouvido nenhuma crítica credível à liderança de Duarte Freitas.
O atual presidente do partido fez um trabalho notável nos últimos dois anos, reorganizando, reestruturando e renovando o PSD. Paralelamente, todos os militantes foram sempre ouvidos quando o quiseram, cumprindo escrupolosamente os estatutos e todos os açorianos sentiram que o PSD, apesar de oposição, esteve sempre com eles.
Primeiro colaborando com o governo nas questões de grande interesse para a Região (compare-se com a oposição a Pedro Passos Coelho mesquinha e sem estratégia do PS nacional!). Depois, na oposição, o PSD contribui para encontrar soluções: por exemplo, a abertura do espaço aéreo e a redução do deferencial fiscal contaram muito com empenho do PSD e de Duarte Freitas, como é reconhecido por todos.
Os partidos políticos existem para conquistar o poder e é essa a vocação do PSD. Ssendo assim há um caminho até às eleições de 2016 que o PSD precisa de fazer mas, sobretudo, que os açorianos querem que o PSD faça. Não é o PSD que precisa de ganhar as eleições, são os Açores que precisam que o PSD ganhe. Há vinte anos o então candidato às eleições regionais dizia que vinte anos era muito tempo para o PSD estar no governo. Agora será o tempo dos cidadãos dizerem ao PS que vinte anos é muito tempo para estarem num mau governo.
Em democracia não se ganham eleições em congressos, ganham-se nas urnas. As eleições de 2016 podem ser um momento de arejar a sociedade açoriana com gente nova, novas ideias e uma política menos castradora de iniciativa individual.

