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Com a Região a passar um dos períodos mais conturbados da sua história, o Congresso do PSD/Açores do último fim-de-semana preparou o partido para a afirmação de uma alternativa que os Açores necessitam como de pão para a boca.

Está visto que quem assume atualmente as rédeas da governação não revela capacidade, nem vontade, de retirar os indicadores socioeconómicos mais sensíveis da situação penosa para que foram relegados.

O desemprego, que cresceu para níveis nunca antes atingidos, tem de recuar para patamares razoáveis. Não é possível dar uma vida digna às pessoas quando temos a maior taxa de desemprego do país. As empresas, motor de criação de emprego, têm de ser acarinhadas na prática e não apenas no papel. Necessitam de beneficiar de meios, financeiros e não só, que as recuperem, defendam e incentivem. Não bastam pomposas divulgações de apoios que, em grande parte, acabam por não ser aproveitados.

A pobreza é uma infeliz realidade da sociedade açoriana que merece cuidada identificação a nível das causas. Não é atirando dinheiro para cima, como tem sido feito, que os problemas se resolvem. É com medidas ponderadas que tenham por base diagnósticos sérios e aprofundados.

O mesmo se passa em relação a um setor estratégico para o desenvolvimento como é o da educação. Os Açores não podem continuar na cauda do abandono escolar precoce e do insucesso escolar. Os passos “teóricos” que estão a ser dados ficam-se por isso mesmo. São necessárias medidas e não apenas “tratamentos estatísticos” para tapar o sol com a peneira.

Não esgotando as áreas que merecem atenção e intervenção redobrada, é preciso dar confiança às pessoas na utilização do sistema de saúde. É, sem qualquer margem para dúvida, dos setores mais críticos para o bem-estar das populações. Exige uma atenção especial e soluções diferentes das até agora implementadas, que se prova terem sido penalizadoras no acesso aos cuidados de saúde por parte dos Açorianos.

Foi nestes e noutros domínios que o Congresso do PSD/Açores se revelou extremamente rico. Ideias, reflexões, contributos, medidas concretas até, foram passando ao longo daqueles dias e adiantadas pelo grande número de pessoas que produziram intervenções. Militantes do partido, mas não só.

Esse é aliás, um dos motivos que o PSD/Açores tem para sorrir e olhar o futuro com confiança. A chegada de muita gente nova ao partido e o contributo de muitos independentes que não se importaram de dar a cara. E bem sabemos como é necessária alguma coragem, dada a mordaça e a ameaça que quem governa instalou na sociedade açoriana.

O PSD/Açores já mostrou no período mais recente que nem sequer necessita de ser governo para trazer bons frutos para os Açorianos. Basta lembrar o contributo determinante que o seu Presidente, Duarte Freitas, deu para a baixa de impostos de que hoje se fala e para a descida de tarifas aéreas que já se começa a fazer sentir.

O Congresso foi o momento que faltava para completar o desenho da alternativa. Gente nova a chegar, ideias e soluções para os Açores e uma liderança trabalhadora e de confiança.

O PSD/Açores tem a casa arrumada. Venha 2016!