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A palavra DIGNIDADE, foi uma das que gerou alguma controvérsia na política nacional, nos últimos dias.

Isso a propósito das declarações do atual Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que afirmou: “a TROIKA pecou contra a dignidade de portugueses, gregos e também irlandeses”.

Passos Coelho reagiu, afirmando que Portugal não perdeu a dignidade no momento em que a TROIKA esteve em Portugal (últimos três anos).

Se Juncker, novo Presidente da Comissão Europeia (CE), tem alguma legitimidade para fazer uma crítica á forma como até agora a TROIKA tem atuado nos países em resgate financeiro, daqui por diante, tem a oportunidade, enquanto Presidente de uma das três Instituições que compõem a TROIKA (a CE), de contribuir para que as exigências da TROIKA, aos países que necessitam de assistência financeira externa sejam menores, do que as que foram impostas à Irlanda, à Grécia e a Portugal.

Passos Coelho, por seu turno, considera que apesar da dureza da austeridade por que passaram os portugueses, nos últimos três anos, Portugal honrou os seus compromissos, e recuperou a confiança perdida.

Afinal ser digno é isso mesmo: honrar os compromissos; ser responsável; ser honesto; ter crédito.

Passos Coelho cumpriu com o memorando de entendimento que foi assinado por Sócrates (ainda na qualidade de primeiro-ministro). As exigências impostas pela TROIKA ao nosso país, foram satisfeitas. Fomos responsáveis.

Recuperamos o crédito dos mercados externos. Saímos do perigo de bancarrota. Voltou-se a acreditar e a confiar em Portugal.

Há quem acuse Passos de ter exagerado na dose da austeridade e de ter levado longe demais a preocupação de ser “bom aluno” perante os nossos credores externos.

Talvez nisso haja alguma razão, mas o certo é que não houve necessidade de renegociar a dívida (nem pedir mais tempo e/ou dinheiro), como muitos advogavam. Também não foi necessário um segundo resgate, como alguns vaticinavam. E o certo é que vamos antecipar o pagamento da dívida.

Após estes três anos de austeridade, consequência da situação financeira caótica herdada pelo atual Governo da República, há sinais de retoma da economia. O desemprego tem baixado. Começam a surgir algumas medidas que procuram devolver “benefícios fiscais” e remunerações salariais perdidas nestes últimos três anos.

Aparecem vozes críticas que com isto Passos está em campanha eleitoral. Enfim, o velho ditado aplica-se: «preso por ter cão e preso por não ter cão».

Afinal, quem não foi digno foi quem levou o país á beira da bancarrota. Foi quem em 5 anos duplicou a dívida pública nacional. O mesmo que admitiu não haver outra solução senão pedir assistência financeira externa. Foi quem assinou o “contrato” com a TROIKA. E esse protagonista foi Sócrates.

E onde está agora Sócrates?

Afinal, se os portugueses foram humilhados neste resgate, ou por causa deste resgate, só há um culpado que é Sócrates e não Passos!

Afinal: quem foi DIGNO e quem foi INDIGNO?!