Anunciar como objetivo a atingir, em 10 anos de governação desta nossa Região, o retirar 40.000 açorianos da pobreza é, não só, uma nobre ideia, como também, uma exigência que se coloca a toda uma sociedade.
O objetivo é realista, específico, mensurável no tempo e em custos.
Temos nos Açores 71% dos agregados familiares a viverem com rendimentos mensais inferiores a 530€. Ou seja, temos mais de uma centena e meia de milhares de açorianos a viverem de tão parcos recursos. Com as consequências que conhecemos na Educação, na Saúde, nas dependências, nas violências.
Para que nos serve esta Autonomia se, com ela, não conseguimos, num período de 10 anos, despoletar os meios políticos, económicos e sociais para conseguirmos pôr 40.000 destes açorianos a trabalharem e conseguirem rendimentos dignos, para que possam melhor educar os seus filhos e dar-lhes acesso a outros estilos de vida mais saudáveis?
Após quarenta anos de Democracia e de Autonomia, já é tempo de termos nestas nove ilhas uma cultura democrática que exija dos nossos governantes e da classe política, no seu todo, metas a atingir, que sejam mensuráveis em custos, tempo e grau de realização.
Gastar milhões foi fácil. E os resultados?

