Skip to main content

Foi recentemente criado um plano para a ilha Terceira que em teoria compensa o efeito econômico da saída dos militares norte-americanos. Parece um plano que apenas sintetiza promessas eleitorais e outras, feitas ao longo das últimas décadas. Apostando, mais uma vez, em betão em vez de razão e em gastos no lugar de investimentos. Certo é que no curto prazo injeta dinheiro na economia local criando uma riqueza aparente e passageira que rapidamente sairá da região deixando por cá custos elevados de manutenção, muito à semelhança do projeto das vias rápidas de S. Miguel ou das piscinas municipais que por aí abundam.

Não é isso que a ilha Terceira necessita nem é disso que a região precisa. É urgente criar um plano de desenvolvimento de longo prazo que permita criar riqueza de forma estrutural e que combata e o desemprego de forma permanente. Não podemos continuar a navegar à vista!

O governo da região tem que aproveitar os novos apoios comunitários, que aqui publicamente já elogiei, para colocar a nosso arquipélago no mapa do investimento mundial sem esquecer que o mercado é global e muitos andam pelo mundo mostrando-se e captando investimento. Não podemos ficar fora deste jogo, caso contrário corremos o risco de ficarmos na história como a geração que mais recursos teve à disposição e que menos problemas resolveu.

É urgente reverter os indicadores desenvolvimento que sistematicamente nos colocam nos últimos lugares de Portugal. Este tem que ser um objetivo regional com a colaboração de todos. Não é lícito hipotecar o futuro das novas gerações por jogos de poder e politiquice.

A Autonomia tem que ser usada para resolver os problemas dos cidadãos, caso contrário corremos o risco que os centralistas, sempre à espreita, comecem a questionar a forma como usamos a Autonomia, a forma como a utilizamos, e os resultados que obtemos, obriga-nos a fazer melhor dos que dela não dispõem.

É demasiado sério para o nosso futuro coletivo o momento que agora vivemos para estarmos a “brincar” aos partidos e ás estratégias partidárias de curto prazo, porém cada um fica com a sua responsabilidade histórica.