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Os TSD/Açores consideraram que a redução de impostos anunciada pelo governo regional foi uma “oportunidade perdida”, alegando que o executivo socialista prefere gastar o dinheiro em projetos de “duvidosa utilidade pública”.

“Temos um governo avarento, que prefere que o dinheiro dos contribuintes fique na tesouraria pública em vez de estar no bolso dos cidadãos. A lei que a República nos facultou foi uma boa lei, mas o governo regional socialista apressou-se a fazer dela mais uma oportunidade perdida”, afirmaram em comunicado.

Para a organização autónoma do PSD/Açores, após a República ter facultado à Região o direito de reduzir a carga fiscal, o governo socialista deveria ter baixado os impostos a “todos os açorianos e as empresas regionais nesse benefício”.

“Mas esse não foi o caminho escolhido pelo governo do Partido Socialista. Como tantas vezes acontece, também na redução dos impostos o governo regional decide para filhos e enteados”, referiram os social-democratas.

Os TSD/Açores lamentaram que o governo regional socialista tenha deixado de fora desta redução de impostos a classe média açoriana, que é “muito abrangida pela austeridade e que mensalmente tem muita dificuldade em fazer face aos seus compromissos”.

“Em vez de baixar os impostos a estes açorianos, o governo regional socialista prefere ficar com o dinheiro para gastar conforme lhe aprouver. E o problema é que uma parte significativa desse dinheiro vai parar a projetos e destinos de duvidosa utilidade pública”, salientaram.

Os TSD/Açores criticaram ainda o governo regional do PS/Açores por “não aliviar as nossas empresas da carga fiscal que sobre elas incide”, impedindo-as de “gerarem mais emprego e riqueza”, bem como pela manutenção da taxa normal do IVA em 18 por cento, que poderia ter sido reduzida para 16 por cento.

“O governo regional também não utilizou toda a faculdade prevista na lei para baixar o IVA, nomeadamente o de valor normal (18 por cento), facto que mantém em dificuldades muitas pequenas empresas, por exemplo na área da restauração, oficinas de carpintaria, serralharia e mecânica, e que são fundamentais na oferta de emprego para milhares de açorianos. Esta decisão absurda do governo regional socialista põe em risco muitos postos de trabalho”, referiram os social-democratas.