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O PSD/Açores considerou que a resposta dada pelo Governo Regional ao estado de emergência em que se encontra a Ilha Terceira veio confirmar que é difícil “recuperar o tempo perdido e cumprir as promessas falhadas durante 20 anos pelo PS. Aliás, é fácil fazer em dois anos, ou em dois dias, um plano de revitalização, sobretudo quando a fatia de leão é para ser paga por terceiros”, disse o deputado Luís Rendeiro.

Na discussão da adaptação do Sistema Fiscal proposta no parlamento, que classificou como “uma medida bem-vinda e positiva, que por isso mereceu o voto positivo do PSD/Açores”, o social-democrata não esqueceu que “essa proposta mostra o nível de responsabilidade do Governo Regional no que se tem vindo a abater sobre a Terceira”, referiu.

“A Terceira vive uma profunda crise, como acontece nas restantes ilhas dos Açores, agora muito agravada pela redução do contingente americano nas Lajes. Estas são as medidas fáceis, que se tomam no papel, e que, sozinhas, não vão resolver quase nada”, lamentou Luís Rendeiro.

“Para citar o Secretário da Educação, é o mesmo que tentar tratar uma ferida grande usando apenas pensos”, adiantou.

“Não foram as ilhas mais pequenas, mais frágeis e menos populosas que se aproximaram dos níveis de desenvolvimento das ilhas maiores, mas sim as maiores e mais populosas que têm vindo a regredir e a estagnar, como comprovam todos os indicadores sociais e económicos”. As ilhas todas estão cada vez mais perto de reunirem os critérios para serem “ilhas da coesão””, afirmou.

Luís Rendeiro recordou que “chegou a ser cómica a expressão de olhos esbugalhados do Secretário da Saúde, estarrecido perante o gasto discurso de Sérgio Ávila a propagandear em plenário a saúde financeira da Região. Enquanto ele tem os Hospitais falidos, a Saudaçor na situação que se conhece, os cortes nos cuidados aos doentes e os fornecedores na penúria”.

O social-democrata acrescentou que “é fácil baixar o nível de investimento mínimo para um projecto ter um incentivo fiscal e é fácil conceder um incentivo fiscal. O difícil é captar um investidor e trazer empresas para a Região”, pelo que “temos de saber quantas empresas e investimentos é que, primeiro a APIA e agora a SDEA, conseguiram captar para os Açores, através da Terceira? Quantas?”, indagou.

Luís Rendeiro questionou mesmo “o que é que faltou ao PS e a estes 20 anos de Governo?”, frisando que “não faltou estabilidade governativa, pois todos os governos cumpriram os seus mandatos. Não faltou apoio popular, já que o PS teve maiorias absolutas umas atrás das outras. E não terá faltado articulação entre os vários níveis de poder, pois governo e câmaras municipais da Terceira são da mesma cor”, referiu.

“É tudo do PS! E nos últimos 15 anos, a maioria dos Governos da República também foram do PS! Não faltou nada ao PS. Nem sequer faltou uma oposição responsável. E foi em nome dessa responsabilidade que o PSD votou favoravelmente este diploma”, concluiu.