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Depois de alguns anos de sacrifícios, começam a surgir boas notícias. Aí estão os resultados positivos provenientes da política de austeridade que foi necessário implementar em Portugal para corrigir o rumo desastroso anteriormente seguido no plano orçamental.

Vivendo “à larga”, o governo socialista de Sócrates tinha criado a ilusão de que Portugal era um país que vivia com desafogo. Que o governo estava lá para isso mesmo. Pronto para gastar e, assim, resolver os problemas. Fazendo simultaneamente por esquecer que, quando se gasta acima do que se pode, as más consequências acabam por chegar.

Daí até à bancarrota, foi um passo. O país encaminhou-se para o abismo e a necessidade de auxílio externo surgiu como inevitável. E lá veio o malfadado PAEF – Programa de Assistência Económica e Financeira. O tal acordo com a Troika que Sócrates assinou.

Os socialistas, logo que o governo que teve por missão aplicar a dureza desse acordo iniciou funções , tentaram esquivar-se das responsabilidades que, no fundo, tinham pela situação a que se tinha chegado. E, auto-desmemoriados, começaram a fazer crer que a “cura”, que obviamente penalizou a vida dos portugueses, não se devia à “doença” que eles próprios tinham criado.

Entretanto, três anos depois, os resultados começaram a aparecer. E eles, os socialistas, que antes adivinhavam a inevitabilidade de uma “espiral recessiva”, começaram a ver o país a regressar aos caminhos do crescimento. Eles, que antes agitavam a bandeira de um desemprego em níveis nunca antes imaginados, começaram a assistir ao atenuar desse enorme flagelo social para níveis mais confortáveis e controláveis.

Desmentidos, começaram a falar em incapacidade de retomar uma via orçamental saudável. Logo eles, que tinham sido os grande responsáveis pela irresponsabilidade orçamental que levou a um défice orçamental de dois dígitos na era de Sócrates.

Pois! A verdade é que também esse vaticínio socialista caiu por terra. O défice orçamental de 2014 terá ficado dentro dos objetivos traçados e prometidos, na ordem dos 4%.

E mais. Foi conseguido, em dois terços pela redução da despesa e apenas em um terço pelo aumento da receita.

Quer isto dizer que os sacrifícios dos portugueses estão a ser recompensados. O país readquiriu a sua credibilidade externa, os objetivos estão a ser cumpridos e abre-se agora uma luz ao fundo do túnel.

Com os resultados alcançados é possível pensar em alívio no domínio fiscal. Está aberta a possibilidade de ser iniciado um caminho de redução dos impostos e consequente estímulo da economia portuguesa. Com a casa arrumada, depois de corrigidas as práticas de gestão orçamental desregrada e “à rica” em que os socialistas sempre incorrem quando “metem a mão” no bolo orçamental.

Para os socialistas açorianos, que também gostam de “viver bem” à sombra do orçamento, as boas notícias vindas de fora são um rombo terrível no seu discurso. A “bengalinha” da austeridade do Governo da República, que usavam para justificar os desaires do Governo Regional, quebrou.

A governar a região com o maior desemprego a nível nacional, o que vão eles inventar agora?